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Segundo ciclo de preparação para aposentadoria inicia tratando de superação e saúde

publicado: 17/06/2026 às 19h15 | modificado: 17/06/2026 às 19h24

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Resumo em texto simplificado

O segundo Ciclo Preparar do Programa de Aposentadoria do TRT foi iniciado com palestras e atividades voltadas à preparação de magistrados e servidores próximos da aposentadoria. O evento aborda temas como saúde, qualidade de vida, planejamento financeiro e aspectos psicossociais dessa fase. Especialistas destacaram a importância dos hábitos saudáveis e do preparo emocional para a transição. Participantes relataram reflexões sobre expectativas, projetos de vida e desafios relacionados ao período pós-carreira. A iniciativa busca contribuir para uma aposentadoria mais planejada, segura e tranquila.

Saiba mais sobre esta iniciativa

Com uma palestra de boas-vindas, foi dado início, nesta quarta-feira (17/6), ao primeiro dia de atividades do Ciclo Preparar, que é o segundo do Programa de Aposentadoria. O evento promovido pela Secretaria de Desenvolvimento de Pessoas (Sedp) inclui seminários, atividades práticas e dinâmicas voltadas à preparação de magistrados e servidores que estarão em condições de se aposentar nos próximos cinco anos.

As atividades ocorrem na sede do Centro Cultural do Tribunal. Pela manhã, foi exibido um documentário para promover reflexões sobre a superação. Duas palestras ligadas à qualidade de vida, nutrição e hábitos saudáveis, uma a cargo da médica endocrinologista Flávia Milhomem e a outra do fisioterapeuta Rafael Raso, ficaram para depois do almoço.

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Palestra do fisioterapeuta Rafael Raso

O principal objetivo do Ciclo é levar esses integrantes do corpo funcional do TRT a pensar sobre os diversos aspectos que envolvem o momento da aposentadoria, desde os psicossociais até os relacionados à saúde e ao impacto financeiro. A oportunidade de parar e avaliar tudo isso contribui para que a aposentadoria ocorra de uma forma mais tranquila, opina a servidora Gabriela Barbosa, que atua na organização.

Outros ciclos do Programa de Aposentadoria

O Ciclo Despertar, que é o primeiro do Programa, foi realizado nos dias 19 e 20 de março. Trata-se do único dos três destinado a público com idade abaixo de 45 anos. Os outros dois são voltados a quem está acima dessa idade. O último ciclo é o Fortalecer, e está com programação prevista para setembro.

Palestra da endocrinologista

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Endocrinologista Flávia Milhomem

A dra. Flávia Milhomem tratou da importância dos hábitos de vida na promoção da saúde e também abordou as escolhas alimentares, o gerenciamento do estresse e a relação entre a qualidade no trabalho, a qualidade de vida e a longevidade. Para ela, tudo isso é mais importante do que o uso de medicamentos. A endocrinologista acredita que é importante se preparar para todas as fases da vida: “as pessoas muitas vezes pensam que a aposentadoria é só coisa boa, mas a ausência dos colegas de trabalho e o fato de passar a ter muito tempo livre de uma hora para outra podem ser desafios que, uma vez que a pessoa não tem esse preparo, podem, às vezes, levá-la à depressão”, segundo afirmou.

Percepção dos participantes

Valdirene e Ricardo Martins casaram cinco dias depois de tomar posse na Justiça do Trabalho, há 30 anos, e estão participando do Ciclo Preparar. Ela diz ter muitas expectativas positivas para a aposentadoria e elogiou o documentário exibido pela manhã, pois a ajudou a refletir sobre o quão preparada está para a aposentadoria. “A gente pensa que está (preparada), cria expectativas e, de repente, pode ser que não seja tudo aquilo”, avalia a servidora. Ela considera que é importante pensar sobre qual o projeto de vida para a nova etapa que vem depois.

Ricardo elogiou a palestra da endocrinologista. Ele reconhece que a opção pela carreira de funcionário público é, muitas vezes, fruto da preocupação com segurança. Ao mesmo tempo, isso cerceia a possibilidade de se aventurar a fazer aquilo que a pessoa tinha antes como desejo, e pode se transformar numa forma de acomodação. O servidor diz querer, depois da aposentadoria, apostar em planos pessoais de realização: “tem muito tempo ainda para fazer aquilo que a pessoa deseja e que talvez não fez enquanto esteve trabalhando”.

Para a diretora da 1ª Vara de Juiz de Fora, Kátia Vieira de Oliveira, que também está participando da atividade, a aposentadoria representa a liberdade para poder ir morar no litoral, o seu sonho. A servidora admite que não se sente preparada para as perdas financeiras, mas que já está se qualificando na área de liderança sistêmica, psicanálise e neurociência para atuar, fora do Tribunal, como gestora na implementação das diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego. Ela recomenda a todos que façam um planejamento financeiro e constituam uma reserva para, com autonomia, poder tomar a decisão de se aposentar quando possível e desejável.

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