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Estudantes universitários vêm de Itabirito para participar do Justiça e Cidadania

publicado: 05/11/2026 às 21h35 | modificado: 06/11/2026 às 11h02

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Resumo em texto simplificado

Dezessete estudantes de Direito da Faculdade Allis, de Itabirito participaram nesta quinta-feira (5/11) do Programa Justiça e Cidadania, com o acompanhamento de uma audiência da 2ª Seção de Dissídios Individuais, a visita ao Museu Trabalho e Cidadania e a realização de uma audiência simulada. A audiência foi conduzida pelo juiz Cléber Lúcio de Almeida. A experiência proporcionou aos acadêmicos maior aproximação com a Justiça do Trabalho, ampliando seus conhecimentos sobre a história, o funcionamento e a importância social da instituição.

Saiba mais sobre esta iniciativa

Um grupo de dezessete alunos do curso de Direito da Faculdade Allis de Itabirito participou nesta quinta-feira à tarde (5/11) do Programa Justiça e Cidadania. Os estudantes vieram acompanhados do professor Weuler Dias Gomes, que ministra a disciplina de Processo do Trabalho para o 6º e para o 10º período.

A visita iniciou com o acompanhamento de uma audiência da 2ª Seção de Dissídios Individuais, entre as 14h e as 15h. Após um intervalo para lanche, os acadêmicos participaram de uma visita ao Museu Trabalho e Cidadania, guiada pelos estagiários Lucas de Albuquerque Faria Ribeiro e Anna Luísa dos Santos Rocha, do curso de História, e pela estagiária Letícia dos Santos Lemes, de Museologia. Todos vinculados ao Centro de Memória do TRT, que é a unidade ligada à Escola Judicial que promove o Programa.

Exposição Trabalho e Cidadania

No percurso entre fotos, frases, gravuras e vídeos, os visitantes fazem um trajeto que se inicia com a escravização de africanos e indígenas; passa pela chegada dos imigrantes europeus e pelos primórdios das lutas sindicais; mostra o período Vargas, a Consolidação das Leis do Trabalho e o início da Justiça do Trabalho; a ditadura empresarial-militar; e o avanço posterior do neoliberalismo. Ao final, a mensagem transmitida pela estudante de História Anna Luísa dos Santos Rocha é que a história dos direitos do trabalhador não segue um traçado linear, pois passa por avanços e retrocessos e está constantemente em disputa.

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Audiência Simulada

Como última atividade da programação, foi realizada a simulação de uma audiência trabalhista com a participação de um magistrado, em que estudantes se sentam ao redor de uma mesa do acervo histórico da instituição para representar os papéis de autor da ação, preposto da empresa contra a qual é ajuizada a ação, advogados de ambas as partes, testemunhas e secretário de audiências.

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Nesta edição do Programa, a condução da atividade educativa ficou a cargo do juiz Cléber Lúcio de Almeida, que é titular da 21ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e diretor do foro da capital. O magistrado, de forma didática, fez recomendações, apresentou possíveis percepções e reações de magistrados perante diferentes situações e relatou experiências por ele vividas durante as audiências que realizou.

O caso fictício tratava de um motorista de caminhão que, depois de ter sido remanejado para uma atribuição administrativa por consumo de estimulante na direção do caminhão, voltou a ser aproveitado pela empresa na sua antiga função, se acidentou e acabou sendo demitido por justa causa.

Impressões da atividade

“Essa oportunidade de fazer uma visita, assistir a uma sessão e participar de uma audiência simulada é espetacular para a vida do aluno, para ele entender a dinâmica de uma audiência trabalhista e como funciona o processo”, opina o professor Weuler Dias Gomes. Para ele, o contato direto com a Justiça do Trabalho também ajuda a desconstruir críticas injustas e que às vezes se revertem em um afastamento dos estudantes em relação a esse ramo do Judiciário.

O juiz Cléber Lúcio de Almeida avalia que o TRT, por meio do Programa Justiça e Cidadania, desempenha um papel muito importante ao aproximar futuros advogados, procuradores e juízes da Justiça do Trabalho. “É gratificante ver os jovens sonhando com uma perspectiva profissional diferenciada e perceber que você pode ajudar nisso”, revela o magistrado, ao mesmo tempo em que vê a ocasião como oportunidade para se reciclar e aprender a linguagem das novas gerações de estudantes. “Quando você conhece a Justiça do Trabalho, quando você conhece a função social da Justiça do Trabalho, você passa a valorizá-la de uma forma diferente”, opina Cléber, lembrando das lutas históricas que garantiram a conquista de direitos.

A estudante Jaine Fátima Silva, do 5º período, reconhece ter saído da experiência diferente e diz ter sido instigada pela Exposição: “ela abre muito a nossa visão”. Ela achou muito interessante poder ver a dinâmica da audiência simulada. Além disso, reconhece ter saído com uma ideia diferente da Justiça do Trabalho, ao perceber que, ao mesmo tempo em que ela defende os direitos do trabalhador, não deixa de considerar os direitos da empresa.

Já o estudante Maxwel dos Santos, do 8º período, disse que nunca tinha entrado na Justiça do Trabalho e avalia que o contato direto propicia uma forma diferente de aprender. “O que mais me marcou foi ver a evolução da história do trabalho”, revelou ele ao mesmo tempo em que reconheceu ter saído da atividade com um olhar diferente.

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