Você está aqui:

Expressões de rostos e olhos ganham destaque nas obras da nova exposição do Centro Cultural

publicado: 11/06/2026 às 00h46 | modificado: 11/06/2026 às 00h46

Se estiver usando leitor de tela, ignore este botão. Ele é um recurso de acessibilidade para pessoas com baixa visão.

Resumo em texto simplificado

O Centro Cultural do TRT-MG inaugurou a exposição “Entre Olhares”, da artista ucraniana Natália Lysenko, que ficará aberta ao público até 10 de outubro. A abertura contou com apresentação do Coral Acordos e Acordes, do Sitraemg. As obras destacam expressões faciais e olhares que revelam sentimentos, histórias e conexões, com personagens oriundas de diferentes culturas e épocas. Durante visita guiada, Natália explicou as histórias e os contextos retratados em seus quadros.

Saiba mais sobre esta iniciativa

O Centro Cultural do TRT-MG promoveu, na noite desta quarta-feira (10/6), a abertura da exposição “Entre Olhares”, com pinturas da artista ucraniana Natalia Lysenko. A exposição estará em exibição até o dia 10 de outubro.

O evento de abertura iniciou com a apresentação do Coral Acordos e Acordes do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal em Minas Gerais (Sitraemg), que interpretou Suíte dos Pescadores e Adeus da Esposa, ambas de Dorival Caymmi; Berimbau, de Vinicius de Moraes e Baden Powell; Quem sabe se quer dizer amor, de Lô Borges e Márcio Borges; Romaria, de Renato Teixeira; e, após o pedido do público para mais uma música, Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.

-
Coral Acordos e Acordes, do Sitraemg

Ao final da apresentação, a curadora do Centro Cultural do TRT, desembargadora aposentada Emília Facchini, disse estar se sentindo com a alma mais leve e agradeceu ao Coral. Falou também do prazer de estar recebendo novos visitantes, amigos e familiares da artista, a quem deu as boas-vindas. Depois, se referiu à artista como alguém que combina sensibilidade e força. “Em cada olhar retratado, explode a força e a magnitude de uma artista que grita expondo o que tem de mais profundo nesses sentimentos”, avaliou a magistrada.

Um convite a conhecer as obras junto com a artista

A artista também agradeceu a todas e todos e falou do desafio pessoal que é, para a “menina da Sibéria”, estar no Brasil fazendo a sua primeira exposição pessoal. Sobre a escola russa eslávica, que é o suporte de sua obra, disse que é mais colorida do que outras, porque nela a luz e a sombra têm cores e vibração.

Depois de revelar que as suas obras contam histórias, convidou o público a acompanhá-la numa visita guiada em que explicou as situações e os contextos em que os personagens de seus quadros se encontram. “Você vai ver que eu seleciono algumas obras: obras humanas, obras mais animalísticas, mas que sempre têm uma conexão, e essa conexão pode ser entre você e a obra”, explicou ela ao convidar os presentes a segui-la. “Você vai ver que muitas obras vão te seguir”, provocou.

-
Natália Lysenko seguida pelo público numa visita guiada entre os seus quadros

 As obras exibidas na exposição mostram expressões em personagens oriundos de diferentes culturas e épocas que manifestam intenções, desejos e sentimentos, contando histórias. Os retratos de umas obras se comunicam com os de outras e, também, com o público. Nos quadros produzidos por meio de técnicas de tinta óleo, percebemos o tipo de vínculo e de comunicação que um olhar consegue estabelecer, sem a utilização de palavras.

Quem é a autora dos quadros

Natália Lysenko se sentiu atraída pela arte desde criança, mas a família de origem trabalhadora não via a arte como uma opção viável de vida. Resolveu cursar a faculdade de biologia, e pretendia utilizar seus dons artísticos dentro da profissão. Ela morou na Sibéria, onde recebeu aulas de Design e Exteriores e, posteriormente, em São Petersburgo, uma cidade que a influenciou na sua trajetória artística.

-
A artista Natália Lysenko

Há dez anos, ela veio para o Brasil para cursar mestrado de Biologia na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Mas aqui, ela acabou cursando Enfermagem e agora está se preparando para fazer doutorado em Medicina. Quando questionada se a mensagem dos seus quadros, com personagens de diferentes regiões e épocas, pode ser interpretada como um convite ao diálogo e à tolerância entre diferentes culturas, ela concorda e comenta: “porque se as culturas dialogassem mais, não aconteceria o que acontece hoje, e não haveria muitos conflitos”. Ela mesma foi criada numa família de origem russa e ucraniana, num ambiente em que as diferentes origens e línguas se misturavam.

Sobre o Brasil, ela diz que o país lhe trouxe a oportunidade de estudar em boas faculdades e também de crescer como artista.

Confira a Galeria de Fotos do evento.

Visualizações:

Seção de Imprensa imprensa@trt3.jus.br