PJe: Meta é atingir 100% dos processos iniciados a partir de julho em Belo Horizonte

publicado 15/03/2013 15:22, modificado 15/03/2013 18:22
PJe: Meta é atingir 100% dos processos iniciados a partir de julho em Belo Horizonte (imagem 1)
Foto: Madson Morais

O novo impulso na implantação do Projeto Judicial Eletrônico consiste em adotar como foco a capital do estado. A afirmação é do coordenador do comitê que cuida do projeto em Minas Gerais, desembargador Ricardo Antônio Mohallem, que se reuniu hoje para debater questões técnicas referentes à implantação do sistema na JT-MG.

O magistrado revelou que a Comissão está empenhada em concluir até julho a implantação do projeto em Belo Horizonte, fazendo com que a totalidade dos processos iniciados a partir desse mês na capital passe a tramitar em meio eletrônico.

Nomeado na semana passada gestor nacional do PJe, o desembargador Mohallem avaliou a responsabilidade de assumir a gestão nacional do projeto. Declarou que a sua nova missão é levar a experiência do trabalho realizado em MG para o resto do Brasil e disse que o mérito da sua nomeação é da turma com quem trabalha aqui, se referindo ao conjunto do comitê no estado. Para ele, o reconhecimento surgiu devido ao fato de que foram atingidas todas as metas do CNJ e CSJT, sem descuidar de nenhum prazo, ao mesmo tempo em que se garantiu o diálogo com a OAB e o Ministério Público. Como desafio futuro, destacou a necessidade de "dotar essa ferramenta de confiabilidade e estabilidade, sem descuidar do crescimento".

Falou também sobre a repercussão positiva que o projeto teve entre magistrados, advogados e servidores. Para descrever o sentimento de todos os setores, ele destacou a idéia de "travessia". Traçando uma analogia com o significado que essa idéia adquiriu com Moisés na época dos hebreus, o desembargador avaliou que estamos entrando numa nova era: "nos liberando do jugo do papel". Lembrou também as vantagens alcançadas com o processo eletrônico como celeridade, segurança, economia, sustentabilidade, melhores condições de trabalho para os servidores e de acessibilidade para os advogados, além de outras que ainda não é possível mensurar.

O desembargador Mohallem também discorreu sobre a interação com outros órgãos nas ações de treinamento, destacando a colaboração da OAB na preparação dos advogados, assim como os cursos ministrados junto ao Ministério Público e às Procuradorias Municipal e Estadual.(David Landau)

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