Dignidade humana e trabalho são temas da 5ª edição do Clube do Livro do TRT-MG
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Resumo em texto simplificado
O TRT-MG promoveu, na tarde desta terça-feira (19/5), a 5ª edição do Clube do Livro, iniciativa da Escola Judicial em parceria com o Centro de Memória, a Biblioteca e o Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade. O encontro reuniu magistrados(as), servidores(as), terceirizados(as) e estagiários(as) em um momento de reflexão e troca de experiências a partir da literatura. A obra escolhida para esta edição foi “De Gados e Homens", da Ana Paula Maia.
Saiba mais sobre esta iniciativaO TRT-MG promoveu, na tarde desta terça-feira (19/5), a 5ª edição do Clube do Livro, iniciativa da Escola Judicial em parceria com o Centro de Memória, a Biblioteca e o Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade. O encontro reuniu visitantes e funcionários do Tribunal, em um momento de reflexão e troca de experiências a partir da literatura. A obra escolhida para esta edição foi “De Gados e Homens", da escritora Ana Paula Maia. Publicado em 2013, o romance acompanha a trajetória de Edgar Wilson, ex-carvoeiro que passa a trabalhar em um matadouro de gado. Em meio à rotina marcada pelo abate de animais, o protagonista e seus colegas enfrentam questionamentos sobre a morte, a humanidade e as condições de trabalho a que são submetidos.

Reunidos na Escola Judicial, na Rua Guaicurus, 203, no Centro de Belo Horizonte, os participantes analisaram aspectos sociais e morais presentes na narrativa, além de compartilharem percepções, expectativas e desafios relacionados à leitura da obra. Para a bibliotecária-chefe, Márcia Pimenta, o Clube do Livro fortalece o incentivo à leitura e o pensamento crítico dentro da Instituição, além de aproximar pessoas em torno de um propósito comum. “Esse momento de debate engrandece nossa luta pelo conhecimento, não apenas dentro do Tribunal, mas também na sociedade”, ressaltou.
Uma obra emblemática
Responsável por sugerir o livro e conduzir o encontro, o servidor Henrique Fagundes Carvalho explicou que a escolha da obra se deu pelas reflexões propostas sobre o papel do trabalho na sociedade, a dignidade humana e os impactos das condições precárias na vida das pessoas. “Para mim, o grande terror do livro é a degradação do ser humano diante de condições de trabalho que não permitem uma vivência digna”, afirmou. Segundo ele, a narrativa dialoga diretamente com a atuação da Justiça do Trabalho, que celebra 85 anos em 2026. Outros participantes também destacaram a forma como a autora constrói, ao longo da narrativa, um debate filosófico sobre os limites entre a humanidade e a animalização do ser humano.

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