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TRT-MG recebe estudantes da UFMG em programação especial do Mês da Mulher

publicado: 31/03/2026 às 14h14 | modificado: 31/03/2026 às 14h14

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Resumo em texto simplificado

O TRT-MG recebeu estudantes de Direito da UFMG em programação especial do Mês da Mulher, promovendo uma imersão no funcionamento da Justiça do Trabalho. A atividade incluiu sessão plenária, visita à exposição histórica e audiência simulada com foco em discriminação de gênero. Coordenada pela desembargadora e professora da turma, Adriana Orsini, a iniciativa buscou aproximar teoria e prática na formação jurídica.

Saiba mais sobre esta iniciativa

O TRT-MG recebeu, nesta terça-feira (31/3), estudantes do curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para uma edição temática do Mês da Mulher, dentro do Programa Justiça e Cidadania. A atividade foi coordenada pela gestora regional do Comitê Gestor do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, desembargadora Adriana Goulart de Sena Orsini — que também é professora da turma visitante —, em parceria com o Centro de Memória e a Escola Judicial.

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A programação teve início no edifício-sede do Tribunal, onde os alunos acompanharam uma sessão plenária da 2ª Turma. Ao comentar a importância da visita, a magistrada destacou que a atividade é fundamental para que os alunos e alunas conheçam o Judiciário trabalhista e compreendam seu funcionamento, especialmente durante as sessões das turmas. “A iniciativa permite que os jovens tenham uma noção de como funciona uma audiência, bem como do papel do advogado, das partes e das testemunhas. Dessa forma, buscamos ampliar a formação dos estudantes, que na faculdade são preparados como operadores do Direito, proporcionando aqui no TRT-MG, uma visão mais dinâmica e abrangente das diferentes formas de realizar e acessar a Justiça”.

Na sequência, os universitários participaram de uma visita mediada à exposição “Trabalho e Cidadania”, conduzida pela equipe do Centro de Memória. Com o apoio de recursos visuais, como imagens e vídeos, foram abordados temas relevantes da história do Brasil, como o período escravocrata, a criação da Justiça do Trabalho e a ditadura militar.

Audiência simulada

Encerrando a programação, os estudantes participaram de uma audiência simulada conduzida pela gestora de 1º Grau do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, juíza Jéssica Grazielle Andrade Martins. Na ocasião, os alunos e alunas assumiram diferentes papéis, como reclamante, advogados, testemunhas e preposto, em um caso fictício sobre discriminação contra a mulher.

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Para a juíza Jéssica Grazielle, a temática da audiência simulada ganha ainda mais relevância no contexto do Mês da Mulher, ao permitir a análise do caso sob a perspectiva de gênero, conforme diretrizes do Conselho nacional de Justiça (CNJ). “Trata-se de uma abordagem que propõe uma visão de mundo diferente, voltada à efetiva aplicação de um princípio já previsto na Constituição de 1988, mas que nem sempre foi plenamente observado pela magistratura: a isonomia. É necessário ter sensibilidade para reconhecer que as mulheres enfrentam, há muitos anos, contextos de precarização e vulnerabilidade e, a partir disso, buscar na justiça e no julgamento, um olhar mais atento e responsável, contribuindo para evitar a perpetuação do ciclo de violência contra a mulher”.

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