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Bibliotecários da Justiça do Trabalho se reúnem em Minas para debater experiências

publicado: 24/03/2026 às 19h26 | modificado: 24/03/2026 às 22h20

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Resumo em texto simplificado

Bibliotecários da Justiça do Trabalho se reúnem em Belo Horizonte, nos dias 24 e 25 de março, para o 4º Encontro da Rede de Bibliotecas da Justiça do Trabalho. O evento debate temas como inteligência artificial, acessibilidade, marketing e gestão documental, visando a integração e a troca de boas práticas entre os tribunais. Autoridades destacaram que o fortalecimento das bibliotecas é essencial para a segurança jurídica e a preservação da memória institucional. O encontro resultará na redação da "Carta de Belo Horizonte".

Saiba mais sobre esta iniciativa

A Escola Judicial sedia, nestas terça e quarta-feiras (24 e 25/3), o 4º Encontro da Rede de Bibliotecas da Justiça do Trabalho. O evento promovido pela Rede de Bibliotecas da Justiça do Trabalho (Rebijutra) reúne representantes de bibliotecas de diferentes regionais do país.

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Chefe da Biblioteca do TRT-MG, Márcia Pimenta, fala durante painel do Encontro, no inicio da tarde

Os profissionais presentes a este encontro também irão participar na quinta e na sexta-feira (26 e 27/3) do Encontro Nacional de Bibliotecas do Poder Judiciário (Enabijud), que ocorre na sede do Tribunal de Justiça mineiro. Este evento é promovido conjuntamente pelas escolas judiciais do TJ e do TRT-MG, com a Rede Bibliomejus, que congrega profissionais das áreas de museu, arquivo e biblioteca das  cinco áreas do Poder Judiciário.

Assuntos presentes na programação

Inteligência artificial foi o assunto do primeiro painel do Encontro, ministrado logo depois da cerimônia de abertura pelo coordenador acadêmico da Escola Judicial, juiz Bruno Alves Rodrigues, e pelo bibliotecário da Escola Superior Dom Helder, Lucas Martins de Freitas Júnior. A mediação ficou a cargo do bibliotecário do TRT-MG, Bruno Taunay Gripp Motta.

No final da manhã, a bibliotecária do Tribunal Superior do Trabalho, Kassandra Clatworthy, apresentou ao público a Rede de Bibliotecas da Justiça do Trabalho (Rebijutra), que já está no seu 51º ano de existência.

Após o almoço, teve início o segundo painel, a cargo da bibliotecária Clarice Menezes Braga, do TRT da 11ª Região (AM/RR), que apresentou a experiência do projeto “Leitores em Roda”, desenvolvido no seu Regional para promover a leitura e incentivar a integração com a biblioteca.

O chefe da Seção de Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência do TRT mineiro, Francisco da Silva Soares, tratou sobre acessibilidade e inclusão. A programação da tarde ainda incluiu a realização de grupos de trabalho que assumiram a incumbência de debater contribuições para a redação da Carta de Belo Horizonte, a ser apresentada no final do evento. O final da tarde foi reservado para uma visita guiada à Escola Judicial e ao Museu de Artes e Ofícios.

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Visita guiada à Escola Judicial do TRT-MG

No segundo dia, serão debatidos temas como gestão documental, produção de conhecimento e bibliotecas da Justiça do Trabalho e marketing. Os painéis terão a participação de bibliotecárias e bibliotecários dos TRTs do RS, do PI, de AM e RR, além da arquivista do TRT mineiro, Ana Lúcia da Silva do Carmo, que irá falar no painel sobre Gestão Documental, a respeito das múltiplas faces do arquivo e de seu papel na disseminação da memória institucional.

O último painel, sobre marketing em bibliotecas, ficará a cargo da chefe da Seção de Biblioteca do TRT-MG, Marcia Lucia Neves Pimenta, e da também bibliotecária do tribunal mineiro, Fernanda Madeira Diniz Couto.

O Grupo de Trabalho que debate a formulação da carta voltará a se reunir no segundo dia. A redação final será apresentada após as 15h. Antes da sessão de encerramento, será realizada uma visita guiada ao Centro de Memória do TRT mineiro.

Apreciações sobre a importância do Encontro na abertura do evento

No evento de abertura, realizado no início da manhã, a diretora da Escola Judicial e 2ª vice-presidente do TRT-MG, desembargadora Maria Cecília Alves Pinto, defendeu que a informação qualificada constitui elemento essencial à adequada prestação de serviço, e que consiste numa condição indispensável ao fortalecimento das decisões judiciais e da segurança jurídica.

Para a diretora da Escola, a criação da Rebijutra representa um avanço institucional, pois tem o papel promover, de forma colaborativa, a uniformização de práticas, o desenvolvimento de ferramentas, o intercâmbio de experiências, a capacitação permanente e a racionalização do uso de recursos. Ela ainda ressaltou que o papel de integrar conhecimentos, experiências e competências técnicas, assumido pela Rede, contribui para a uniformidade interpretativa da Justiça do Trabalho no Brasil e para o aprofundamento da pesquisa científica.

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Público presente à abertura do Encontro

O coordenador acadêmico da Escola, juiz Bruno Alves Rodrigues, defendeu a ideia de que a integração entre os tribunais, o compartilhamento de boas práticas e a racionalização de recursos são medidas que refletem maturidade institucional e visão estratégica. Para ele, as bibliotecas não são apenas espaços de guarda de acervos, mas também “centros de produção, organização e difusão do conhecimento, que contribuem diretamente para a qualidade da prestação jurisdicional e para a preservação da memória do Poder Judiciário.”

A chefe da Seção de Biblioteca da Escola Judicial do TRT-MG, Márcia Pimenta, disse que o Encontro é um momento para refletir sobre a trajetória e celebrar os avanços alcançados nas bibliotecas da Justiça do Trabalho. Ela percebe as bibliotecas como guardiões do conhecimento jurídico, responsáveis por organizar, preservar e ampliar o acesso à informação. A Rede de Bibliotecas da Justiça do Trabalho se caracteriza, nas palavras da bibliotecária, por uma trajetória sólida, com conquistas relevantes alcançadas a partir do esforço coletivo, da dedicação e do compromisso dos profissionais.

“Nossas bibliotecas souberam acompanhar as transformações do tempo. Incorporaram novas tecnologias, ampliaram seus serviços e consolidaram sua presença também no ambiente digital, sem jamais perder de vista sua missão essencial”, avaliou Marcia Pimenta. Ao final da sua fala, citou uma frase de Cecília Meirelles para traduzir a importância do trabalho realizado pelos bibliotecários e o sentido maior da missão por eles exercida: “Um país que valoriza seus bibliotecários mostra o quanto leva a sério a educação e o futuro do seu povo”.

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