Centro Cultural inaugura exposição de pintura que reflete diferentes fases da vida da artista
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Resumo em texto simplificado
A pintora Helena Alves de Oliveira apresenta parte da sua obra na Exposição Crisálida: o registro de uma metamorfose, lançada, nesta sexta-feira (27/3), no Centro Cultural do TRT-MG. O evento contou com a apresentação do coral "Ars Antiqua", que foi da música afro-norteamericana ao folclore nordestino, passando pelo tango e pelo folclore argentino. A exposição vai até o dia 5 de maio.
Saiba mais sobre esta iniciativaA exposição “Crisálida: o registro de uma metamorfose”, da pintora Helena Alves de Oliveira, foi inaugurada na noite desta sexta-feira (27/3), no Centro Cultural do TRT-MG. O acervo foi apresentado pela filha da artista, Ane Caroline Alves de Oliveira, como um convite à reflexão sobre a arte tanto como refúgio pessoal quanto como instrumento de catarse — uma exposição, segundo ela, “com alma”. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o dia 5 de maio, das 09h às 17h, de segunda a sexta-feira.
A artista, o nome, a obra
Helena Alves de Oliveira começou a pintar por volta dos 30 anos. Durante uma estadia na casa de amigos, encantou-se com um quadro que viu em um passeio. Ao retornar para casa, tentou reproduzi-lo, mas, segundo relata, não obteve o resultado esperado por ainda não dominar a técnica. “Sou autodidata, então fui tentando, tentando, e acabei fazendo alguma coisinha”, conta, ao relembrar o início de sua trajetória artística.
O título da exposição faz referência à fase da crisálida — etapa em que a lagarta passa por uma metamorfose dentro do casulo. O conceito remete a ideias de recolhimento, transformação e reorganização interna. Nas palavras de sua filha, trata-se de “um tempo de quietude e profunda reconstrução”.
Essa ideia se reflete na própria estrutura da exposição. Organizado em quatro eixos — retratos, pintura abstrata, paisagens e natureza-morta com flores —, o acervo evidencia não apenas diferentes temáticas, mas também a diversidade de estilos explorados pela artista ao longo do tempo. Em cada segmento, percebe-se um processo contínuo de reinvenção, que acompanha distintas fases de sua vida.
Coral
A noite de lançamento teve início com uma breve fala da curadora do Centro Cultural, a desembargadora aposentada Emilia Facchini, que destacou as qualidades artísticas de Helena. Em seguida, o coral Ars Antiqua apresentou um repertório diversificado.
A apresentação incluiu “Every Time I Feel the Spirit”, tradicional afro-americana em arranjo de William Dawson; “De mi esperanza”, do folclore argentino, com arranjo de Rodrigo Martinez; o tango “Adiós Nonino”, de Astor Piazzolla; e, para encerrar, “Muié Rendeira”, do folclore nordestino brasileiro, em arranjo de Pinto Fonseca.
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