Crianças conhecem trajetória de Alaíde Lisboa no lançamento da exposição Mulheres na Memória
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Resumo em texto simplificado
O TRT-MG realizou, nesta terça-feira (10/3), a abertura da exposição "Mulheres na Memória", com homenagem à escritora, pedagoga, jornalista e vereadora Alaíde Lisboa. A atividade contou com a participação de 32 alunos do 2º e do 3º ano da Escola Municipal Herbert José de Souza. As crianças também participaram do Clube do Livro, na sequência, com a participação da dupla composto pela contadora de histórias Alessandra Visentin e o cantor João de Ana.
Saiba mais sobre esta iniciativaTrinta e duas crianças do 2º e do 3º ano da Escola Municipal Herbert José de Souza, de Belo Horizonte, participaram, na tarde desta terça-feira (10/3), da abertura da exposição “Mulheres na Memória”, promovida pelo TRT mineiro para homenagear a escritora Alaíde Lisboa. No saguão da Escola Judicial, a exposição expõe um acervo de livros, fotos, frases e documentos da homenageada, dispostos em mesas vitrines e em banners, cedidos pelo Centro de Memória da Justiça Eleitoral de Minas Gerais e pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Após as falas que deram início ao evento, os olhares atentos das crianças se concentraram na apresentação da dupla composta pela contadora de histórias Alessandra Visentin e pelo cantor João de Ana. A primeira edição de 2026 do Clube do Livro trouxe a interpretação da trajetória de Alaíde Lisboa, do conto de sua autoria "O Bonequinho Doce" e da cartilha “As aventuras da Super-Respeito”.
Trata-se de uma atividade que integra a programação da Semana da Mulher do Tribunal e coincide com o lançamento da primeira edição do Clube do Livro, dedicada à biografia da escritora homenageada e à divulgação da cartilha “As aventuras da Super-Respeito – Aprendendo sobre Diversidade e Cidadania”.
Filha da escritora marcou presença
O evento de abertura contou com a presença da filha da escritora homenageada, Maria Lisboa de Oliveira, e do coordenador do Centro de Memória do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Adriano Denardi.
Representando o TRT, estavam presentes a 2ª vice-presidente do Tribunal, desembargadora Maria Cecília Alves Pinto, a coordenadora do Comitê Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, desembargadora Adriana Goulart de Sena Orsini, e o coordenador acadêmico da Escola Judicial, juiz Bruno Alves Rodrigues.
Transformação social por meio da educação
“Minha vó falava: filha minha é para estudar”, lembra Maria Lisboa de Oliveira, para mostrar a influência recebida pela escritora homenageada. Outro incentivo positivo veio do marido, também professor, diz a filha. A crença de que o registro escrito é fundamental para a pessoa se manter presente depois da morte, também foi uma ideia cultivada por Alaíde Lisboa, conforme lembrado na fala.
A 2ª vice-presidente do TRT lembrou do profundo compromisso assumido pela escritora com a transformação social por meio da educação. A desembargadora Maria Cecília Alves Pinto retratou a exposição como um convite a refletir e relembrar do importante papel da mulher na sociedade, especialmente nas esferas política e acadêmica. Em mensagem às crianças, ela disse que “meninos devem respeitar as meninas”, questionou a dupla jornada feminina e defendeu a ideia de que tarefas domésticas e de cuidado devem compartilhadas igualitariamente, em casa, por homens e mulheres. Após revelar que veio de escola pública, a magistrada incentivou as crianças a se dedicarem ao estudo e a acreditarem nos seus sonhos.
Já a desembargadora Adriana Goulart de Sena Orsini, defendeu a necessidade de um ambiente escolar sem nenhum tipo de violência e bullying. Para ela, a exposição “Mulheres na Memória” é um espaço para se pensar na importância do livro e das mulheres que se destacaram como escritoras, cientistas, artistas ou profissionais
Quem foi Alaíde Lisboa
Alaíde Lisboa de Oliveira nasceu no dia 22 de abril de 1904 na cidade de Lambari, em Minas Gerais, e veio a falecer com 102 anos de idade, na capital mineira, no dia 4 de novembro de 2006. Com doutorado em didática pela UFMG, onde também lecionou e chegou a ocupar o cargo de vice-diretora da Faculdade de Educação, ela também se destacou pela atuação como escritora e jornalista. Em 1949, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vereadora na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Seu mandato parlamentar foi voltado à valorização do magistério e à expansão da rede pública de ensino para a periferia, promovendo a abertura de escolas. Como escritora, publicou diversos livros infantis, literários e didáticos da área de Pedagogia. Em 1995, ela foi eleita para ocupar a cadeira nº 6 da Academia Mineira de Letras.
Cartilha promove respeito e diversidade
A cartilha “As Aventuras da Super-Respeito” foi produzida por iniciativa do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT-MG e do Programa Resolução de Conflitos e Acesso à Justiça pela Via dos Direitos da UFMG (Recaj/UFMG). Elaborada por Ariadne Fernanda Martins Alves, Júlia de Souza Carvalho, Rafaela Maria Souza Carvalho e Renata de Oliveira Barbosa, a história voltada para o ambiente escolar tem uma super-heroína como personagem principal e busca fomentar a educação para a diversidade e a inclusão.
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