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TRT-MG encerra curso sobre população em situação de rua com atividades práticas e debates sobre direitos humanos

publicado: 05/03/2026 às 18h30 | modificado: 05/03/2026 às 20h24

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Resumo em texto simplificado

A Escola Judicial do TRT-MG sediou o último dia do curso "População em Situação de Rua e suas Interseccionalidades", com foco em direitos humanos e inclusão social. O evento, destinado a magistrados e servidores, contou com atividades práticas, oficinas e palestras sobre o papel da Justiça do Trabalho na garantia de direitos. A programação incluiu discussões sobre políticas públicas e atendimento a essa população vulnerável.

Saiba mais sobre esta iniciativa

Nesta quinta-feira (5/3), a Escola Judicial do TRT mineiro sediou a etapa presencial do curso "População em Situação de Rua e suas Interseccionalidades". O evento foi promovido pelo TRT mineiro e voltado a magistrados e servidores do Tribunal, atendendo à Resolução 425/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trata da temática.

O curso foi estruturado em duas partes: uma fase Educação a Distância (EaD) autoinstrucional, realizada entre 13 de fevereiro e 4 de março deste ano, e a fase presencial, concentrada no dia 5 de março. A parte EaD proporcionou uma introdução teórica, enquanto o encontro presencial focou em atividades práticas e aprofundamento dos temas relacionados à garantia dos direitos humanos e sociais das pessoas em situação de rua.

A Resolução

O último dia do curso foi aberto com a oficina “Atendimento a pessoas em situação de rua à luz da Resolução CNJ 425/2021", conduzida pelas desembargadoras Juliana Vignoli Cordeiro do TRT-MG e Carina Rodrigues Bicalho do TRT-RJ. Durante a atividade, as magistradas discutiram o papel da Justiça do Trabalho no enfrentamento da vulnerabilidade dessa população e na promoção do acesso a serviços essenciais, como a própria Justiça Trabalhista.

Desembargadoras do RJ e MG debatem a Resolução CNJ 425/2021

A desembargadora Juliana Vignoli destaca que já existe uma Política Nacional de atenção às pessoas em situação de rua desde 2009 e em Minas Gerais desde 2013, mas que a Resolução 425 do CNJ avançou nesse sentido. "Ela determinou procedimentos e ações que os Estados devem adotar para tornar efetiva essa Política de atenção às pessoas fragilizadas, invisibilizadas. A partir daí, todos os Estados criarão comitês em diversos setores que se reúnem e em ação conjunta buscam dar concretude a esses princípios de proteção às pessoas em situação de rua". 

A opinião é compartilhada pela magistrada do Tribunal fluminense, Carina Rodrigues Bicalho. "A partir da Resolução 425, tivemos uma mudança de visão. Nós temos que levar acesso à Justiça e não esperar que as pessoas em situação de rua venham até os nossos prédios, pois eles têm barreiras físicas e, nossas condutas, muitas vezes, não são propícias para o acolhimento e a escuta das pessoas mais vulneráveis". 

Atividades e Oficinas

A programação do dia seguiu com mais uma oficina, uma visita supervisionada e uma palestra de encerramento. As atividades abordaram temas como o atendimento a pessoas em situação de rua e os serviços de atermação.

Mariana Costa de Miranda Ribas, servidora do TRT-RJ e membro do Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (CIPOP Rua/RJ), ministrou a oficina “O serviço de atermação no atendimento a pessoas em situação de rua”.

Grupo de pessoas em visita supervisionada ao Abrigo Fábio Alves, localizado no bairro Carlos Prates, em Belo Horizonte, parte do curso preparatório para atividade do Comitê PopRua que acontece nesta sexta-feira 6/3

No turno da tarde, foi realizada uma visita supervisionada ao Abrigo Fábio Alves, localizado no bairro Carlos Prates, em Belo Horizonte. A atividade foi conduzida pela diretora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Subsecretaria de Assistência Social de Belo Horizonte. 

O evento foi encerrado com uma palestra de André Luiz Freitas Dias, coordenador do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, que discutiu as políticas públicas mais eficazes para garantir o acesso a serviços essenciais, promovendo a cidadania e a inclusão social.

Rua de Direitos - Especial Mulheres

O TRT-MG participa mais uma vez do “Rua de Direitos”, iniciativa itinerante que oferece serviços essenciais de cidadania, saúde e assistência jurídica a pessoas  em situação de rua e que, neste mês de março, vai priorizar o atendimento de mulheres nesta condição. Uma equipe do Regional estará de plantão para prestar assistência jurídica relacionada à promoção dos direitos trabalhistas. O “Rua de Direitos - Especial Mulheres”, será realizado nesta sexta-feira (6/3), no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora da Conceição dos Pobres (Rua Além Paraíba, 152 - Lagoinha, BH), das 9h às 15h.

A iniciativa é coordenada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e conta com a parceria do Comitê Local da Política de Atenção a Pessoas em Situação de Rua (PopRuaJud-Minas Gerais) integrado por representantes das diversas instâncias do Poder Público, entre elas a Justiça do Trabalho. São parceiros no “Rua de Direitos – Especial Mulheres” quatro tribunais: o TJMG, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e o TRT-MG. Outros parceiros das esferas pública e privada também participam como apoiadores desta iniciativa.

O objetivo da ação é oferecer à população em situação de rua atendimento prioritário e sem burocracia aos serviços da Justiça, de maneira célere e simplificada. Entre os serviços ofertados estão assistência jurídica, incluindo direitos trabalhistas, orientações sobre benefícios previdenciários, emissão de documentos (título de eleitor e 2ª via de certidão de nascimento, casamento e óbito), atendimento psicológico, serviços de beleza, arara solidária com peças usadas e rodas de conversas.

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