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II Simpósio Qualidade de Vida no Trabalho: Conferência propõe Gestão Participativa e liderança de todos

publicado 24/10/2014 14:22, modificado 24/10/2014 16:22
II Simpósio Qualidade de Vida no Trabalho: Conferência propõe Gestão Participativa e liderança de todos (imagem 1)
Imagem: TV-TRT

O último dia do II Simpósio Qualidade de Vida no Trabalho, nesta sexta-feira (24), foi aberto com a fala da 2ª vice-presidente do TRT-MG, desembargadora Emília Facchini. Durante a manhã, ocorreu a conferência sobre "Gestão Participativa nas Organizações", a cargo do especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho e mestre em Ciência Política, Ruy de Alencar Mattos. O conferencista dirige atualmente uma empresa de Educação Corporativa, é professor da Escola Nacional de Administração Públicas (Enap) e consultor do Sebrae.

Na sua fala, a desembargadora Emília Fachini elogiou a iniciativa do simpósio que, segundo ela, tem o objetivo de fortalecer a integração entre as unidades do Tribunal e fomentar a participação dos servidores no debate interno da instituição, promovendo melhorias no clima organizacional, na saúde e na qualidade de vida. Ao comentar o fato de que o evento ocorre no período em que se comemora o dia do servidor, a desembargadora lembrou da origem da data, a partir de iniciativa do presidente Getúlio Vargas, em 1937.

A desembargadora comentou que "clamores da sociedade exigem instituições públicas cada vez com mais eficiência e transparência", e que "os gestores públicos estão cada vez mais premidos por necessidades internas e externas", lembrando da demanda social por mais celeridade na atuação da Justiça do Trabalho. Após afirmar que "ser servidor público não é tarefa fácil", ela enumerou diversas qualidades que, junto com as obrigações legais, devem acompanhar esse agente público, como dedicação, espírito de justiça, desprendimento, preocupação com o bem comum, honra, honestidade, ética e lealdade com a instituição. "A cada um deles, nossa reconhecida homenagem", disse a vice-presidente do TRT-MG se referindo aos servidores da instituição, depois de manifestar orgulho pelo quadro funcional da Casa.

Conferência sobre Gestão Participativa nas Organizações

Ruy de Alencar Mattos falou de gestão e de liderança. Para ele, o conceito "gestão de pessoas" tem que ser substituído pelo de "gestão com pessoas", pois o ser humano tem vontades e ideologias próprias, não pode ser gerido como um simples recurso material. As dimensões da competência humana, de acordo com sua visão, podem ser individuais: razão, intuição e emoção; e coletiva: do grupo, das relações, ou seja, da sinergia entre os membros de uma equipe. Além dessas competências, o psicólogo aponta que a qualidade do serviço é reflexo também da motivação, dos valores e, acima de tudo, do comprometimento com a causa pública. Ele propõe uma "gestão participativa", que não pode se limitar a lidar com os problemas, mas também com ameaças e oportunidades. Para isso, são necessários gestores que possam desenvolver uma postura próativa.

O conferencista defende que o sentido de racionalização de processos não pode se ater à mera preocupação de diminuir tempo ou custo, mas sim à de atender melhor o cidadão. Para ele, além de buscar eficiência e eficácia, a instituição tem que ter uma preocupação centrada na ética, elemento essencial para a efetividade. "Se não for ético, não vale a pena", disse ele, que acrescentou a preocupação com uma prática que seja saudável, transparente e sustentável.

O especialista citou diferentes visões de liderança que foram sendo adotadas na história. A "liderança de um" corresponde à autoridade que antigamente era vista como expressão da divindade (por ex, o Faraó), ao monarca absoluto ou ao ditador, um paradigma adotado também pelas organizações públicas e privadas que é presente até a atualidade e está vinculado à "cultura autoritária". A "liderança de alguns", associada ao castelo, à casa grande e às elites, está vinculada à "cultura aristocrática". A "liderança da maioria" é aquela que surgiu junto com a democracia, com os parlamentos, e está vinculada à "cultura democrática". Com a evolução dessa última cultura, surge no século XXI, segundo o conferencista, "a liderança de todos", "outro tipo de política que vem cada vez mais forte", segundo suas palavras, cujo germe pode ser visto nas reivindicações do movimento conhecido como "Primavera Árabe" e na Suiça, com sua prática continua de fazer plebiscitos e na configuração do seu Poder Executivo, em formato de Colegiado.

Gestão participativa só é possível se a liderança for vista como de todos, de acordo com Ruy de Alencar Matos. Nesse caso, ela "decorre do grau de aceitação, de reconhecimento ou de devoção dos seguidores" ou, em outras palavras, sua intensidade e extensão "depende dos liderados, não dos líderes". Uma visão, ligada a mudança cultural, em que os resultados dependem, não mais da disciplina, mas de um comprometimento coletivo em que, de acordo com exemplos, equipes podem vir a se autogerenciar.

Ao final, o conferencista fez uma pesquisa com o público para avaliar o grau de sinergia entre a instituição e os servidores presentes. Numa avaliação com dez perguntas que totalizava 100 pontos, onde 100 representava o grau de identificação ideal: doze respostas ficaram entre 90 e 100; vinte e duas entre 80 e 90; vinte e oito entre 70 e 80; treze entre 60 e 70; dezessete entre 50 e 60; oito entre 40 e 50; quatro entre 30 e 40; uma entre 20 e 30; e duas entre 0 e 10. (David Landau)

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