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Inclusão marca sessão de julgamento da 11ª Turma do TRT-MG

publicado: 20/05/2026 às 15h26 | modificado: 20/05/2026 às 18h58

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Resumo em texto simplificado

A 11ª Turma do TRT-MG realizou, nesta quarta-feira (20/5), uma sessão de julgamento marcada pela inclusão. A estudante de Direito da UFMG Ester Garcia da Silva, deficiente auditiva, acompanhou presencialmente os trabalhos com apoio de intérpretes de Libras, providenciados após iniciativa do desembargador Antônio Gomes, vice-corregedor do Tribunal. Interessada em se especializar em Direito do Trabalho, a universitária destacou a importância da experiência e afirmou ter realizado um sonho ao participar da sessão.

Durante cerca de cinco horas, intérpretes traduziram integralmente os debates da sessão. Magistrados da Turma ressaltaram o compromisso do TRT-MG com a acessibilidade e a inclusão, além de destacarem a trajetória inspiradora do desembargador Marco Antônio Paulinelli de Carvalho, deficiente visual. Para a presidente da Turma, desembargadora Juliana Vignoli Cordeiro, iniciativas como essa devem se tornar cada vez mais frequentes no Judiciário.

Saiba mais sobre esta iniciativa

Esta quarta-feira (20/5) foi um dia especial para a 11ª Turma do TRT-MG e para uma universitária, em especial. A sessão de julgamento contou com a participação de intérpretes de Libras especialmente convidados para prestar assistência à estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ester Garcia da Silva. Logo ao chegar ao plenário 5 do edifício anexo à sede do Tribunal, onde normalmente ocorrem as sessões da Turma, a universitária, deficiente auditiva, manifestou sua satisfação em poder acompanhar “in loco” os trabalhos dos magistrados da Justiça do Trabalho mineira.

Entre o 8º e o 9º períodos do curso, Ester pretende se especializar em Direito do Trabalho. O interesse em assistir a uma sessão foi manifestado a um de seus professores, o desembargador Antônio Gomes, atual vice-corregedor do TRT-MG. O magistrado, então, providenciou a estrutura de tradução em Libras, tornando a sessão plenamente inclusiva.

Estudante de Direito com deficiência acompanha sessão inclusiva da 11ª Turma do TRT-MG

Por cerca de cinco horas, dois intérpretes, Bruno Novais e Larizza Confessori, se revezaram na tradução de todos os detalhes da sessão para a estudante. “Tenho muito interesse nesse ramo do Direito e era um sonho poder acompanhar presencialmente uma sessão neste Tribunal. Valorizo muito esta oportunidade”, afirmou Ester. Para o desembargador Antônio Gomes, a experiência marcante deve servir de inspiração para novas iniciativas semelhantes. “Essa ação demonstra o compromisso do Tribunal com a inclusão e reforça nossa política de valorização e acolhimento das pessoas com deficiência”, destacou.

A estudante foi cumprimentada pelos desembargadores presentes, que também fizeram questão de destacar a trajetória do colega desembargador Marco Antônio Paulinelli de Carvalho, deficiente visual, cuja atuação de excelência na magistratura é inspiração para muitas pessoas.

Ao final, a universitária expressou seu sentimento em participar presencialmente de uma sessão que proporcionou a plena inclusão: "Eu me senti viva, presente, participando efetivamente desta atividade". Para a presidente da Turma, desembargadora Juliana Vignoli Cordeiro, é preciso que o acesso à Justiça seja sempre ampliado e inclusivo." É muito importante que a Justiça acolha a todos. A experiência de hoje foi inspiração para que iniciativas assim ocorram, não somente de forma pontual, mas que cada vez mais façam parte da nossa rotina", concluiu. 

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