Programa Justiça e Cidadania recebe a primeira turma de 2026
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Resumo em texto simplificado
O Programa Justiça & Cidadania iniciou a temporada de 2026 recebendo 34 alunos do 9º período da Faculdade Milton Campos. A iniciativa, organizada pelo Centro de Memória da Escola Judicial do TRT, busca aproximar estudantes da história do Direito do Trabalho e do funcionamento da Justiça do Trabalho.
Durante a visita, os alunos acompanharam uma sessão de julgamento da 2ª Seção de Dissídios Individuais, visitaram a exposição Trabalho e Cidadania, que apresenta a evolução das relações de trabalho no Brasil, e participaram de uma audiência simulada conduzida pela juíza Maritza Eliane Isidoro. Na atividade, os estudantes assumiram diferentes papéis processuais e o caso resultou em conciliação.
Magistrada, professor e estudantes destacaram a importância da iniciativa por permitir a integração entre teoria e prática, além de proporcionar contato direto com a dinâmica da Justiça do Trabalho e com a história das relações trabalhistas no país.
Saiba mais sobre esta iniciativaO Programa Justiça e Cidadania, voltado a formação de estudantes a respeito do funcionamento da Justiça do Trabalho e da história do Direito do Trabalho, iniciou a temporada de 2026 recebendo 34 alunos do 9º período da Faculdade Milton Campos. As edições do programa, que recebem alunos do ensino fundamental, médio ou superior, são organizadas pelo Centro de Memória, uma unidade da Escola Judicial do TRT.
Ao chegar, os estudantes tiveram a oportunidade de assistir à pauta de julgamento do plenário da 2ª Seção de Dissídios Individuais. Na ocasião, a desembargadora Taísa Macena de Lima fez um cumprimento aos presentes.
Em seguida, após um breve lanche, participaram de uma visita à Exposição Trabalho e Cidadania guiada por estagiários do curso de história. Trata-se de uma experiência em que, por meio de fotos, textos e vídeos, os estudantes percorrem a história das relações de trabalho no Brasil, passando pelos períodos de trabalho escravo, o governo Getúlio Vargas e a criação da Justiça do Trabalho, a Constituição de 46, a inclusão dos trabalhadores rurais na Consolidação das Leis do Trabalho, a ditadura militar, as grandes greves, a Constituição de 88 e o posterior avanço do projeto liberal.
A atividade se encerrou com uma audiência simulada, a cargo da juíza titular da 44ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Maritza Eliane Isidoro, em que os estudantes assumiram os papéis do reclamante, da preposta da reclamada, de advogados das partes e do secretário de audiências. O processo em julgamento envolvia um trabalhador que acabou se acidentando quando atuava como motorista de caminhão, mas que foi demitido por justa causa devido ao uso de substâncias estimulantes para exercer seu trabalho. O resultado foi uma conciliação.
Aliar teoria à prática
A magistrada que conduziu a audiência considera o Programa Justiça e Cidadania extremamente importante para a formação. Para ela, é essencial que o aluno de Direito possa conhecer a dinâmica das audiências, evitando assim, depois de formado, incorrer em uma série de erros e falhas que ocorrem no dia a dia. Sobre a satisfação de poder participar, ela diz: “Eu adoro fazer audiência simulada, e quando as agendas coincidem, eu venho com o maior prazer. É uma alegria para mim”.
A oportunidade de poder aliar à teoria à prática é o que o professor Otávio Vieira Tostes, que coordenou a visita da turma ao Tribunal, aponta como grande mérito do programa. O docente, que também atua como advogado perante a Justiça Trabalhista, considera importante, para a formação, que o estudante possa ver de perto como funciona a Justiça do Trabalho e como se dá a aplicação do Direito Trabalhista na prática. Ele percebe que os seus alunos têm muita curiosidade, e que muitos dos que atuam em outras áreas nunca tiveram a oportunidade de conhecer esse ramo do Direito.
O estudante Vinícius Brigolini de Souza, que atuou como advogado da reclamada, também falou da importância de poder ver na prática aquilo que ele já tinha estudado na teoria. Sobre a experiência de ter participado da audiência simulada, ele diz: “Tem a questão da emoção, você está em frente de uma juíza de verdade, e isso é essencial para a graduação”. Sobre a visita à exposição, ele opina que o tema é muito sensível, pois trata da nossa história. “Quando a gente enxerga todas essas questões e a evolução da nossa história, isso nos ajuda a entender o porquê da nossa realidade atual, e nos conscientiza para que a gente lute pelos nossos direitos futuros”, avalia Vinícius.
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