Legado de ativista negra é tema de roda de conversa na Ejud
Resumo em texto simplificado
Alunos de mestrado da UFMG e PUC participaram de uma roda de conversa sobre Lélia Gonzalez, organizada pelo Centro de Memória e pela Justiça do Trabalho. O evento contou com autoridades acadêmicas e jurídicas, abordando temas como letramento racial, interseccionalidade e trabalho doméstico. Antes da conversa, os alunos visitaram a exposição "Projeto Memória Lélia Gonzalez", que segue aberta ao público até 11 de abril. Lélia Gonzalez foi uma intelectual e ativista pioneira no debate sobre racismo e a realidade da mulher negra no Brasil, deixando um legado em publicações e militância.
Saiba mais sobre esta iniciativaAlunos de mestrado da Universidade Federal de Minas Gerais ( UFMG) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) participaram, na tarde desta terça-feira (1/4), de uma roda de conversa sobre a vida e a obra da intelectual, ativista e autora Lélia Gonzalez, organizada pelo Centro de Memória/Escola Judicial e pela Gestão Regional do Programa de Equidade de Raça, de Gênero e Diversidade no âmbito da Justiça do Trabalho.
O evento contou com a presença da desembargadora Adriana Goulart de Sena Orsini, gestora regional do Programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade; do juiz Cléber Lúcio de Almeida, coordenador Acadêmico da Escola Judicial do TRT-MG; e do professor Victor Hugo Boson, professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na área de Direito e Processo do Trabalho, entre outros convidados.
Antes da roda de conversa, os alunos visitaram, no saguão da Escola Judicial, a exposição Lélia Gonzales - Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas. Com a ajuda de guias, eles conheceram um pouco da história da ativista mineira, que nasceu em Belo Horizonte. Na sequência, aconteceu, entre alunos e professores, a roda de conversa, que tratou de temas como o letramento racial, interseccionalidades, as dificuldades históricas relacionadas ao trabalho doméstico no Brasil e, sobretudo, o papel da Justiça do Trabalho na proteção de direitos.
Exposição Lélia Gonzalez
A exposição "Projeto Memória Lélia Gonzalez" estará aberta ao público para visita até o dia 11 de abril, no hall do auditório da Escola Judicial (Rua Guaicurus, 203). A iniciativa é da Biblioteca e Centro de Memória em parceria com o comitê regional do Programa de Equidade de Raça, de Gênero e Diversidade, com apoio cultural do Casarão das Artes Negras. A mostra conta com 18 painéis dispostos em linhas, além da exibição de um vídeo documentário sobre a vida e os feitos de Lélia Gonzalez, com entrevistas exclusivas de familiares, amigos próximos, parceiros de trabalho e estudiosos.
A intelectual, ativista e autora Lélia Gonzalez, natural de Belo Horizonte, tinha como linha de estudo a vivência negra brasileira e foi uma das primeiras militantes a falar abertamente sobre o racismo no Brasil e da realidade da mulher negra. Alguns de seus textos publicados, em vida e póstumos, são "Lugar de Negro", em parceria com o autor Carlos Hasenbalg e "Festas Populares no Brasil", totalmente de sua autoria. Durante sua vida, se dedicou a expandir o acesso ao estudo para a população periférica como professora e também em sua experiência na política.