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Oficina aponta prioridades para ampliar e consolidar cultura da acessibilidade em Tribunais mineiros

publicado: 26/02/2026 às 21h14 | modificado: 27/02/2026 às 14h49

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Resumo em texto simplificado

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do UaiLab, e o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), pelo ColAbore, realizaram uma oficina de dois dias, com conclusão nesta quinta (26/2), para aprimorar a comunicação digital no Judiciário mineiro. A iniciativa, vinculada ao Programa Alcance, buscou desenvolver estratégias para tornar documentos digitais mais acessíveis e inclusivos.

Com base na metodologia de Design Thinking, servidores mapearam barreiras enfrentadas na produção e no uso de conteúdos digitais, especialmente por pessoas com deficiência, e construíram propostas para superar esses obstáculos. Entre os encaminhamentos definidos estão a criação de uma campanha institucional de conscientização, a elaboração de uma cartilha com orientações práticas sobre formatação acessível e a capacitação de multiplicadores para difundir a cultura da acessibilidade.

A parceria entre os laboratórios de inovação reforça o compromisso das instituições com uma transformação digital responsável, voltada à promoção da equidade no acesso à informação e à melhoria das rotinas de trabalho de magistrados e servidores.

Saiba mais sobre esta iniciativa

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do UaiLab – Unidade Avançada de Inovação em Laboratório - e o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), por intermédio do ColAbore - Laboratório de Inovação- promoveram uma oficina de dois dias, com conclusão nesta quinta (26/2), voltada ao aprimoramento da comunicação digital no Poder Judiciário. A iniciativa integra o Programa Alcance e teve como foco principal a construção de estratégias para tornar documentos digitais mais acessíveis e inclusivos.

Durante a atividade, o grupo de servidores refletiu sobre práticas institucionais relacionadas à produção de conteúdos digitais, especialmente aqueles utilizados na rotina administrativa e jurisdicional. O objetivo foi identificar barreiras que dificultam o acesso pleno à informação e propor soluções que facilitem o trabalho interno e ampliem o alcance dos serviços prestados à sociedade.

Momentos da Oficina conjunta promovida pelo TJMG e pelo TRT-MG para debater formas de melhorar a acessibilidade de documentos digitais nas instituições

Uma das percepções comuns entre os participantes foi a de que, embora as instituições estejam investindo em linguagem simples, os recursos técnicos de acessibilidade ainda não recebem a mesma atenção. Para a gerente do UaiLab, Priscila Souza, essa lacuna precisa ser enfrentada. “Dessa forma percebemos que estamos excluindo uma parcela da nossa comunidade e isto precisa ser corrigido”, afirmou.

Metodologia de Inovação

A oficina, que reuniu servidores de diversas áreas dos tribunais, incluindo servidores com deficiências, adotou a metodologia Design Thinking, abordagem centrada no usuário que estimula a criatividade e o trabalho colaborativo para a resolução de problemas complexos. Estruturada em etapas sequenciais, a metodologia permite compreender de forma aprofundada os desafios enfrentados, redefinir problemas e desenvolver soluções eficazes. O Design Thinking é especialmente indicado quando o desafio não está completamente delimitado ou quando métodos tradicionais não produzem resultados satisfatórios.

Ao longo dos dois dias, os participantes mapearam dificuldades, compartilharam experiências e construíram propostas voltadas à elaboração de documentos digitais mais acessíveis. O servidor Samuel Ferreira, laboratorista do ColAbore, lembrou que o projeto nasceu da percepção de que colegas com deficiências encontram muitos obstáculos de acessibilidade digital no dia a dia, no cumprimento de suas funções, enumeradas numa pesquisa elaborada pelo Laboratório. "A pesquisa mostrou as dificuldades diárias enfrentadas pelos colegas com deficiência e nos apontou caminhos que precisamos percorrer para superá-las", afirmou.

Resultados

O resultado da oficina apontou ser necessário estruturar uma campanha informativa que envolva magistrados e servidores na causa. Apontou ainda a necessidade de produção de ferramentas para orientar o caminho da inclusão, sendo proposta a elaboração de uma cartilha educativa a ser disponibilizada em meio digital e também impressa, que detalha o processo de formatação de documentos acessíveis e traz outras dicas para garantir a acessibilidade na comunicação institucional. A oficina também concluiu ser necessário a capacitação de multiplicadores desta cultura dentro das instituições por meio de cursos.

Para o servidor Francisco Soares, gestor da Seção de Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência, do TRT-MG, iniciativas como esta são importantes para garantir mais visibilidade ao tema, especialmente no Poder Judiciário. " Esperamos um ambiente digital mais acessível e inclusivo, por que tudo o que a gente quer é atuar em igualdade com todos os colegas, sem a necessidade de tanto esforço pra cumprir nossas funções", concluiu.

Servidores posam para foto após término da Oficina conjunta promovida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pelo TRT-MG para promover a acessibilidade em documentos digitais

A parceria entre os laboratórios de inovação reforça o compromisso das instituições com a transformação digital responsável e inclusiva. A expectativa é que as soluções desenvolvidas contribuam para fortalecer a cultura da acessibilidade no Judiciário mineiro, promovendo maior equidade no acesso à informação e aprimorando as rotinas de trabalho de magistrados e servidores.

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