Programa de Equidade apresenta quatro práticas em seminário na Paraíba
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Resumo em texto simplificado
O Programa de Equidade do TRT-MG apresentou quatro iniciativas no 2º Seminário sobre Direitos Humanos do TRT da Paraíba. Entre as ações estão uma cartilha sobre diversidade, o letramento racial, a adequação de formulários de união estável e o certificado de acessibilidade atitudinal. As práticas buscam promover diversidade, inclusão, acessibilidade e combate à discriminação.
Saiba mais sobre esta iniciativaA gestora de 1º grau do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade no TRT mineiro, juíza Jéssica Grazielle Andrade Martins, e o servidor Francisco da Silva Soares, também membro do Comitê Gestor do Programa, apresentaram quatro práticas no 2º Seminário sobre Direitos Humanos do TRT da Paraíba. A apresentação ocorreu no primeiro dia do seminário, realizado entre quinta e sexta-feira (dias 20 e 21/8).
As iniciativas apresentadas foram: a cartilha “As aventuras da Super-Respeito – Aprendendo sobre diversidade e cidadania”, Letramento racial, Adequação dos formulários de União Estável e Certificado de acessibilidade atitudinal – servidor do mês.
Apresentação das práticas
A juíza Jéssica Grazielle Andrade Martins explicou que a cartilha foi produzida em parceria com estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o objetivo de conscientizar os jovens contra a discriminação. Junto a isso, está o projeto de letramento, direcionado às escolas, que parte da experiência individual de quem vive a discriminação. Por outro lado, a adequação dos formulários consiste em fazer com que casais homoafetivos e heterossexuais possam registrar a união estável nos mesmos formulários. Essa última iniciativa partiu da sugestão de uma servidora que se sentia desprestigiada por ter que preencher formulário diferente daquele disponibilizado para os heterossexuais.
O servidor Francisco da Silva Soares defendeu a iniciativa que garantiu a publicação da cartilha em versão digital acessível para aqueles que, como ele, são pessoas com deficiência visual. Ele reivindicou que a Justiça do Trabalho tenha a preocupação de garantir materiais acessíveis. Também defendeu a ideia da acessibilidade atitudinal, que consiste em um conjunto de práticas, atitudes e comportamentos para que essa acessibilidade seja garantida a todas as pessoas.
O seminário ainda conta com palestras e painéis que tratam de temas como assédio eleitoral, enfrentamento ao trabalho escravo, acesso à Justiça da população LGBTQIAPN+, acesso à proteção social, políticas de cotas para pessoas trans em situação de vulnerabilidade, justiça itinerante, entre outros.