Programa Justiça e Cidadania recebe estudantes de Direito da Una
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Resumo em texto simplificado
O Programa Justiça e Cidadania recebeu estudantes de Direito do Centro Universitário Una nesta terça-feira (19/05). Os alunos acompanharam sessão da 5ª Turma, visitaram a exposição “Trabalho e Cidadania” e participaram de uma audiência simulada conduzida pelo juiz Fernando Rotondo Rocha. A atividade proporcionou aprendizado prático sobre o funcionamento da Justiça do Trabalho e a atuação jurídica. Estudantes e professor destacaram a experiência como enriquecedora, motivadora e importante para a formação profissional.
A edição do Justiça e Cidadania desta terça-feira (19/5) recebeu 19 estudantes universitários do 3º e do 4º períodos do Campus Aimorés da Faculdade de Direito do Centro Universitário Una. No início da tarde, os alunos acompanharam parte da sessão da 5ª Turma do Tribunal. Na sequência, participaram de uma visita guiada à Exposição Trabalho e Cidadania, que apresenta, por meio de fotos e vídeos, os diferentes contextos históricos do trabalho no país. Um destaque é o vídeo em que, em evento público perante milhares de trabalhadores, no dia 1º de maio de 1943, o então presidente Getúlio Vargas anuncia a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Os registros mostram o trabalho escravo, os imigrantes, a resistência, as diferentes legislações ao longo da história, o contexto da ditadura militar e as mais recentes mudanças no Direito do Trabalho.
Audiência simulada
A atividade se encerrou com a realização de uma audiência simulada coordenada pelo juiz Fernando Rotondo Rocha, que é titular da 4ª Vara do Trabalho de Betim. Os alunos ocuparam os papéis das partes, dos advogados e das testemunhas.
O processo fictício trata da realidade de um trabalhador que, depois de ser transferido da função de motorista de caminhão para uma atribuição administrativa, em decorrência de adoecimento causado pela ingestão de estimulantes, foi chamado para atender a um serviço novamente como motorista, voltando à sua antiga ocupação, e sofre um acidente.
O magistrado foi muito didático ao explicar diversas regras que regem a audiência, ao mesmo tempo que deu diversas dicas voltadas à qualificação da atuação advocatícia. Entre as dicas, ele falou da necessidade de os advogados prestarem atenção durante as audiências para saberem apresentar objeções às perguntas feitas, bem como a de se estudar previamente os processos e a importância de saber a quem cabe o ônus da prova.
Importância da atividade
O juiz que coordenou a audiência acredita que simulação é uma oportunidade para que os estudantes possam ter ideia de como funciona uma audiência real, o que ajuda a encorajá-los para a futura profissão. Além disso, a atividade serve tornar tornar acessível o sistema de Justiça, aproximando os alunos da realidade dos tribunais, de acordo com Rotondo Rocha.
Para o professor da turma, Eduardo Simões Neto, os alunos saem desses encontros com mais informações do que eles tinham quando chegaram, e também muito mais entusiasmados e apaixonados com o curso. “É realmente um banho de cultura jurídica, uma aula perfeita, não só assistindo à sessão de julgamento, como também a audiência simulada e a visita ao museu”, opina o docente.
Stefany, que está no 3º período, acredita que a experiência oferecida pelo Programa Justiça e Cidadania é muito importante para saber o que é ou não possível fazer na carreira. “Eu acredito que é a nossa construção como profissionais”, diz ela.
A atividade também superou as expectativas de Yuka, que é aluna do 4º período. Ela ficou muito satisfeita com a vivência jurídica. Além disso, elogiou a paciência do magistrado, que conduziu a audiência dando explicações sobre a liturgia e o ritual. “Para nós, isso ainda é novidade e contribui para que não entremos no mercado de trabalho assim tão verdes”, opinou.
Já Sabrina disse ter ficado mais entusiasmada e convicta com o propósito de ser uma advogada. Para ela, a parte mais marcante foi a experiência ímpar proporcionada pela atividade com o magistrado.
Confira a galeria de fotos.
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