Semana da Mulher traz Ana Espí para interpretar Tom Jobim no Centro Cultural do TRT
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Resumo em texto simplificado
O espetáculo "Amores de Tom Jobim", estrelado pela juíza aposentada Ana Espí e pelo pianista Vander Soares, homenageou as mulheres no Centro Cultural do TRT-MG. A apresentação contou com clássicos do compositor, declamações de poesia e histórias sobre as obras, integrando a programação da Semana da Mulher.
Saiba mais sobre esta iniciativaA voz da juíza aposentada Ana Maria Espí Cavalcanti, da Justiça do Trabalho mineira, se uniu à música do pianista Vander Soares na noite desta quarta-feira (11/3) para o espetáculo "Amores de Tom Jobim". Falando de amor e homenageando a mulher, a dupla de artistas apresentou dez músicas do compositor carioca no Centro Cultural do TRT-MG. O evento integra a programação da Semana da Mulher do Tribunal.
O piano já tinha iniciado o fundo musical do “Samba de uma nota só”, quando Ana Espí entrou na sala sob fortes aplausos do público. Na sequência, vieram as músicas “Corcovado”, “Eu Não Existo sem Você”, “Ligia”, “Luisa”, “Ela é Carioca” e “Só Tinha que ser com Você”.
Música, poesia e histórias de Tom Jobim
Em meio à interpretação de “Eu sei que vou te amar”, a juíza aposentada Denízia Vieira Braga, conhecida pelo talento como contadora de histórias e também oriunda da Justiça do Trabalho mineira, se juntou aos outros artistas para declamar o Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Morais. A surpresa agradou ao público que reagiu, ao final, com um aplauso à magistrada.
A cantora e o pianista ainda interpretaram Garota de Ipanema (nas versões em inglês e em português) e Chega de Saudade. Ao final, o público pediu “bis”, e a curadora do Centro Cultural, desembargadora Emília Facchini, escolheu a música Corcovado para ser executada novamente.
Durante o show, Ana Espí revelou diversas histórias envolvendo Tom Jobim e as suas músicas, como o fato de que nenhum dos nomes de mulheres presentes nas suas obras se refere a pessoas reais. Logo depois da primeira música, a artista e magistrada lembrou que era a segunda vez que se apresentava numa Semana da Mulher do TRT, e fez um agradecimento especial à curadora do Centro.
A cantora também declamou em versos a resposta sobre o conceito de amor que Tom Jobim deu a Clarice Lispector em uma entrevista concedida no dia 21 de setembro de 1968 para a Revista Manchete. Nela, o compositor disse que amar é “se dar de acordo com o eu do ente amado”, e disse também que quem não “se dá, a si próprio detesta e a si próprio se castra”.
Homenagens às mulheres e à arte
Pouco antes do final do show, Ana Espí dedicou seu show a todas as mulheres, perante o que ela definiu como “um momento sombrio”, desejando que a sua arte seja a oportunidade de um momento de delicadeza e leveza.
Antes da música, a noite iniciou com uma fala da curadora do Centro Cultural e com uma apresentação do pintor italiano Guido Boletti, cujas obras estão em exposição no local.
A desembargadora Emília Facchini descreveu a voz da artista que estava por se apresentar como “muito doce, forte e marcante”. Ela também se referiu às obras em exposição como pinturas que têm o dom de tocar a alma e que formam uma harmoniosa conjunção de cores e sentimentos.
Guido Boletti falou da pintura e da música como caminhos paralelos. Ele defendeu a ideia filosófica de linguagem como vestido que se coloca no pensamento. A música e a pintura, para ele, são exemplos de linguagem que não precisa ser entendida, pois, pelo seu caráter abstrato, vão direto para a alma. Diferente da palavra, que se fixa como um “vestido bastante rígido”.
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