Terceirizados do TRT conhecem exposição sobre história da Justiça do Trabalho
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Resumo em texto simplificado
Prestadores de serviço terceirizados do TRT visitaram a exposição “Trabalhadores do Brasil: 85 anos da Justiça do Trabalho”, no TRT-MG. A mostra reúne fotos, documentos históricos e depoimentos sobre o mundo do trabalho no Brasil. Durante a visita, a motorista de ônibus Ana Cristina Ferreira Venanza falou sobre racismo, machismo e os desafios enfrentados na profissão.
Saiba mais sobre esta iniciativaA exposição “Trabalhadores do Brasil: 85 anos da Justiça do Trabalho”, do TRT-MG, recebeu a visita de prestadores de serviço terceirizados do Tribunal nesta segunda-feira (18/5) à tarde. O acervo de imagens, material histórico e audiovisual está exposto até o dia 12 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no saguão da Escola Judicial do Tribunal (Rua Guaicurus, 203, Centro de Belo Horizonte).
Um conjunto de fotos dispostas em painéis mostra a história do trabalho e de trabalhadores no país desde a época da escravidão, além da realidade atual de diferentes profissões. Processos trabalhistas de valor histórico, catalogados como de guarda permanente, são expostos em painéis e vitrines. Chama a atenção uma petição inicial escrita à mão pela própria reclamante com mensagens religiosas.
Depoimentos relatando o cotidiano, as dificuldades, satisfações e experiências de diferentes profissionais são apresentados em vídeo, de forma contínua.
Presença de trabalhadora retratada na exposição
A motorista de ônibus Ana Cristina Ferreira Venanza, retratada em fotos e no vídeo, esteve presente durante a visita e teve a oportunidade de conversar diretamente com quem estava visitando a exposição. Ela, que é negra, falou sobre racismo e machismo, ao comentar que a sociedade associa a mulher e o negro a outro tipo de ocupações. Também revelou o orgulho de poder chegar a essa profissão e fazer o que ela gosta, mesmo tendo enfrentado desafios, trabalhado como doméstica e passado por dificuldades financeiras até para se alimentar.
“Machismo vai ter, eles acham que a mulher tem que pilotar fogão. Não, a gente tem que pilotar avião. Porque nós temos capacidade, assim como os homens, e o que eu mais escuto é: você dirige bem”, relata ela. Ferreira se preocupa com o impacto do ambiente digital e a possível extinção de profissões essenciais: “acho que a gente vai ver menos mulheres nas profissões, no futuro, e fico pensando o que vai ser daquela realidade de emprego para a vida toda, com o que vem acontecendo”.
Cláudio Osmar, que é operador de carga e trabalha há 14 anos no TRT, disse que achou a visita muito interessante e opina que é necessário haver muitas mudanças na realidade de trabalho, principalmente no que se refere às mulheres, com a necessidade de haver igualdade de salário e de direitos. “O aprendizado é muito bom e aconselho todos a vir visitar”, deixou como recado.
Confira a galeria de fotos.
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