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Trabalho escravo contemporâneo: TRT-MG participa de audiência pública em Pouso Alegre

publicado: 24/04/2026 às 18h34 | modificado: 24/04/2026 às 18h51

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Resumo em texto simplificado

TRT-MG participou de audiência pública em Pouso Alegre para debater o aumento do trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais, que lidera resgates no país em 2024 e 2025. Os dados mostram mais de mil trabalhadores resgatados, com crescimento de casos em áreas urbanas e destaque para setores como cafeicultura, agropecuária, construção civil e trabalho doméstico.

Saiba mais sobre esta iniciativa

Nesta sexta-feira (24/4), a gestora regional do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante, desembargadora Juliana Vignoli, representou o TRT-MG em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Pouso Alegre. O encontro teve como foco o debate sobre o cenário do trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais.

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Mesa da audiência pública

A audiência buscou discutir medidas de prevenção e repressão, diante do dado alarmante de que mais de mil trabalhadores foram resgatados recentemente em condições degradantes no estado. Pelo segundo ano consecutivo (2024 e 2025), Minas Gerais lidera o número de resgates de pessoas em situação análoga à escravidão no país.

Outro dado que chama atenção é a mudança no perfil das ocorrências: pela primeira vez, a maioria dos resgates no Brasil (68%) aconteceu em atividades urbanas — tendência também observada em cidades mineiras. Nesses casos, as situações mais graves têm sido registradas em áreas nobres e no trabalho doméstico.

Apesar disso, de forma geral, os setores mais afetados continuam sendo a cafeicultura — especialmente relevante no sul de Minas —, a agropecuária, a construção civil e o trabalho doméstico.

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