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TRT-MG recebe iluminação verde para destacar o mês do combate aos acidentes e ao adoecimento no trabalho

publicado: 07/04/2026 às 19h42 | modificado: 07/04/2026 às 19h42

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Resumo em texto simplificado

TRT mineiro participa da campanha do movimento Abril Verde, voltada à conscientização da sociedade para o combate aos acidentes e ao adoecimento no trabalho. Durante todo o mês, o edifício sede do Tribunal será iluminado à noite com a luz na cor que caracteriza a campanha. Em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), mensagens estão sendo inseridas nas contas de água para chamar a atenção da população sobre o assunto.

Saiba mais sobre esta iniciativa

O movimento Abril Verde é uma campanha desenvolvida por diversas instituições e entidades com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção de acidentes de trabalho. Ao longo deste mês, a Justiça do Trabalho promove diversas iniciativas para levar o tema ao público.

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Edifício sede do TRT-MG iluminado com a luz do Abril Verde

Em Minas Gerais, o TRT iluminou de verde a fachada do edifício-sede, em Belo Horizonte, como forma de chamar a atenção para a causa. Além disso, uma parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) leva mensagens de cuidado e prevenção nas contas de água distribuídas à população em todo o estado, uma iniciativa do Comitê Regional do Programa Trabalho Seguro.

Gravidade do problema

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam a ocorrência de 8,8 milhões de acidentes de trabalho e cerca de 32 mil mortes entre 2012 e 2024, considerando apenas trabalhadores com carteira assinada. Esses números revelam que, no âmbito do trabalho formal, ocorre um óbito a cada 3,5 horas. Apenas entre 2022 e 2024, verificou-se um aumento superior a 73% no número de acidentes de trabalho graves.

Outro fator que desperta especial preocupação é o crescimento dos problemas relacionados à saúde mental. Segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho — portal administrado por uma rede de instituições públicas brasileiras em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) —, os benefícios previdenciários associados a esse tipo de adoecimento cresceram mais de 135% entre 2022 e 2024, ultrapassando 471 mil casos. Já dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2025, os afastamentos por questões de saúde mental superaram 546 mil pessoas.

Entre os afastamentos classificados como acidentários — ou seja, relacionados ao trabalho —, destacam-se as reações ao estresse grave e os transtornos de adaptação, que representam 28,6% dos casos no período de 2012 a 2024. Os episódios depressivos correspondem a 25,1%. Os maiores índices concentram-se na administração pública (14,9%) e nos bancos múltiplos com carteira comercial (14,8%).

Profissionais analisam essa realidade

Matéria publicada no site do Tribunal Superior do Trabalho traz a análise da psicóloga Denise Milk, especialista em saúde mental corporativa, que critica a ideia de produtividade como valor absoluto, na qual o ser humano é reduzido à sua capacidade de entrega. “O problema também está nas organizações, que muitas vezes tratam a temática apenas como discurso institucional, sem revisão real das práticas de gestão”, observa.

O professor Jorge Machado, que também contribuiu para a matéria, avalia que esse tipo de adoecimento não deve ser encarado como uma questão individual, mas como resultado direto das condições de trabalho e de vida.

Por que abril?

O mês de abril foi escolhido para representar a campanha em razão do dia 28, quando se celebra o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Instituída por lei federal em 2005, a data coincide com o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho, reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho desde 2003, a pedido do movimento sindical.

A escolha remete ainda a um episódio marcante ocorrido em 1969, quando a explosão de uma mina nos Estados Unidos causou a morte de 78 trabalhadores.

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