Clube do Livro do TRT-MG debate O Diário de Anne Frank
Resumo em texto simplificado
Nesta quarta-feira (26/2), a Escola Judicial, a Biblioteca e o Centro de Memória do TRT-MG, em parceria com o Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, promoveram mais uma edição do Clube do Livro, com a participação de alunos da Escola Estadual Padre João de Mattos Almeida, de Belo Horizonte. Os estudantes, envolvidos no Projeto Anne Frank, estudaram o "Diário de Anne Frank" e produziram obras inspiradas no livro, que estão expostas na Escola Judicial. A autora Mirella Spinelli compartilhou o processo de adaptação da obra para a versão em quadrinhos. A psicóloga Luciana Xavier Passeado convidou os alunos a refletirem sobre os significados do livro, destacando a mensagem de esperança. O evento foi aberto por autoridades do TRT-MG.
Saiba mais sobre esta iniciativaNuma iniciativa da Escola Judicial, da Biblioteca e do Centro de Memória do TRT-MG, em parceria com o Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, foi realizado nesta quarta-feira (26/2), mais uma edição do Clube do Livro, na Escola Judicial. O evento contou com a participação de alunos da Escola Estadual Padre João de Mattos Almeida, de Belo Horizonte, que é uma das escolas mineiras envolvidas no Projeto Anne Frank, desenvolvido em 50 países com o objetivo de perpetuar o legado da obra O Diário de Anne Frank. Mirely Rayca, uma das participantes, disse que estudar o Diário de Anne Frank “foi uma experiência muito potente. Por meio deste trabalho pude descobrir talentos que eu nem sabia que tinha”. O professor Rogério Sathler, coordenador do Projeto “Núcleo Anne Frank”, na escola, comemorou o convite. "Nós temos estudantes de várias classes sociais, e eles, com esse projeto, podem ter acesso a políticas públicas, frequentar lugares que talvez eles nunca poderiam imaginar. Hoje nós estamos aqui na Escola Judicial, que para nós é um grande privilégio", concluiu.
Exposição
Durante cinco meses, os estudantes mergulharam no universo da jovem judia por meio da obra da professora mineira, ilustradora, artista plástica e escritora, Mirella Spinelli, autora da versão em quadrinhos do Diário. A partir daí, os alunos também foram instigados a pintar quadros baseados no livro. As pinturas resultaram numa exposição que está aberta ao público na Escola Judicial. A professora Mirella explicou aos alunos sobre o processo de concepção da obra, que segundo ela, manteve a fidelidade da narrativa da menina judia. “ Como é um tema histórico, eu tive que fazer um longo trabalho de pesquisa. Eu precisei ter o entendimento daquele ambiente retratado". Ela ainda lembrou aos alunos sobre a importância da leitura como ponto de partida para outras artes, como o desenho, por exemplo, sua especialidade.
Uma obra histórica
O Diário de Anne Frank é um livro mundialmente conhecido, já traduzido para diversos idiomas e que é um relato autobiográfico da jovem judia Anne Frank, escrito enquanto ela e sua família se escondiam da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial. No Brasil o tema é abordado em diferentes escolas e em Minas Gerais quatro escolas de nível médio estão envolvidas no Projeto "Núcleo Anne Frank".
Interpretações
Após a apresentação da obra e do relato de alunos envolvidos no projeto, foi a vez da participação da psicóloga Luciana Xavier Passeado, servidora do TRT-MG, convidar os alunos a refletirem sobre o sentido que a obra pode trazer para a vida de todos, especialmente dos jovens. Ela traçou paralelos entre os vários aspectos contidos no texto e que ainda fazem sentido hoje. “Para cada pessoa, a obra vai tocar de um jeito. Para alguns será o aspecto do confinamento, para outros o contexto histórico ou o medo e o sofrimento.” Para Luciana, uma das principais mensagens do livro talvez seja a esperança. “Anne passou quase três anos sofrendo, mas houve um sentido naquilo. É nisso que devemos nos apegar, no recomeço, numa reescrita da nossa própria vida. A vida tem um valor incondicional.” O evento foi aberto pelo 2º vice-presidente do TRT-MG e coordenador acadêmico da Escola Judicial, desembargador Emerson José Alves Lage e contou com a presença da desembargadora Adriana Goulart de Sena Orsin, gestora regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, do TRT-MG, além de servidores.