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Exposição inaugurada na sede do TRT-MG marca o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

publicado: 28/01/2026 às 14h39 | modificado: 02/02/2026 às 15h36

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Resumo em texto simplificado

No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28/1), o TRT-MG inaugurou, em seu edifício-sede, a exposição fotográfica “Retrato Escravo”, de João Ripper e Sérgio Carvalho. A iniciativa reforça o compromisso da Justiça do Trabalho e da sociedade no enfrentamento ao trabalho escravo, ao tráfico de pessoas e na proteção ao trabalho do migrante.Durante a abertura, autoridades destacaram a necessidade de conscientização, reconhecimento dos danos sofridos pelas vítimas e atenção às formas veladas de exploração, inclusive no ambiente doméstico. Também foram apresentados dados alarmantes sobre o crime e divulgados canais de denúncia, como o Disque 100. Aberta ao público até 27 de fevereiro, a mostra é organizada pelo Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo em parceria com o Centro de Memória do TRT-MG e reúne painéis com fotografias do livro homônimo lançado em 2010, que documenta o trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

Saiba mais sobre esta iniciativa

No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28/1), foi inaugurada no saguão do edifício-sede do TRT-MG (Av. Getúlio Vargas, 225) uma versão da exposição de fotos “Retrato Escravo”, dos fotógrafos João Ripper e Sérgio Carvalho. Na abertura de mais esta edição da mostra, o presidente do TRT-MG, desembargador Sebastião Geraldo de Oliveira, destacou que a iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção para o compromisso da Justiça do Trabalho e da sociedade com o combate ao trabalho escravo e o tráfico de pessoas e para a proteção ao trabalho do migrante. “Espero que as fotografias aqui expostas possam promover uma conscientização e ações efetivas diante desta cruel violação dos direitos humanos que ainda persiste na realidade brasileira”.

Prestigiaram a abertura da exposição vários magistrados do Regional mineiro, além de convidados de instituições como o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o Ministério Público do Trabalho.

Justiça do Trabalho comprometida com o enfrentamento

O Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante é um dos quatro programas que compõem a Política Nacional do Trabalho Decente da Justiça do Trabalho. A desembargadora Rosimary de Oliveira Pires Afonso, do TRT-MG, nomeada gestora nacional pela região sudeste, também discursou e propôs uma reflexão sobre o fato de que a justiça deve reconhecer, além das violações trabalhistas, o dano moral sofrido por uma vítima resgatada em situação de trabalho análogo à escravidão. Ela ainda evidenciou as formas veladas de exploração do trabalho e destacou o tema da campanha nacional lançada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) “Trabalho Escravo não é coisa do passado. É crime e pode estar em qualquer lugar”.

A gestora regional do Programa, desembargadora Juliana Vignoli, chamou a atenção para os números alarmantes deste tipo de crime verificados ainda hoje e para o fato de que perto de 30% das infrações estarem dentro do ambiente doméstico. “Em 30 anos, desde que este tipo de violação foi reconhecida por lei, foram feitos mais de 65 mil resgates de pessoas e muitas vezes a realidade está muito perto de nós, muito presente no nosso cotidiano. Temos que ter olhos atentos e corações abertos para o nosso papel neste combate”, afirmou. 

Abertura da Exposição "Retrato Escravo" na sede do TRT-MG

Sobre a exposição

A mostra, que está aberta ao público no saguão do TRT-MG até o dia 27 de fevereiro, foi organizada em conjunto pelo Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante e pelo Centro de Memória do Regional. A exposição, que roda o país em espaços públicos, teve origem no livro homônimo lançado em 2010 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Fundação Vale. A obra traz fotografias documentais focadas no combate ao trabalho escravo contemporâneo e condições degradantes em áreas rurais do Brasil. Parte das 47 fotografias do livro foi transformada em painéis na exposição.

Saiba onde denunciar

Casos suspeitos de trabalho escravo podem ser denunciados, inclusive de forma anônima, pelos seguintes canais:

Disque 100- Direitos Humanos

Ministério Público do Trabalho (MPT)

Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG)

Sistema Ipê Trabalho Escravo (Ministério do Trabalho e Emprego)

Veja a galeria de fotos.

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