Alunos do Centro Universitário Newton Paiva participam do Programa Justiça e Cidadania

publicado 03/10/2016 14:17, modificado 03/10/2016 17:17
Alunos do Centro Universitário Newton Paiva participam do Programa Justiça e Cidadania (imagem 1)

O TRT3 recebeu, na última quarta-feira (28), 40 alunos da Escola de Direito do Centro Universitário Newton Paiva, acompanhados pela professora de Direito Processual do Trabalho, Tatiana Bhering Roxo. A visita iniciou-se no 10º andar, onde eles assistiram a uma sessão da 8ª Turma.

Segundo a professora Tatiana Bhering, "ao assistirem à sessão de julgamento, os alunos adquirem noção do processo e é importante que vejam os recursos sendo julgados. Além disso, os desembargadores discutem muita matéria de Direito do Trabalho, tais como equiparação salarial, hora extra. Achei também que os votos são feitos de maneira bem didática, o que ajuda muito os alunos".

A aluna Savanna Alves Martins Viana gostou muito de assistir à audiência, pois "vi na prática o que aprendi na sala de aula". O aluno Vinícios Puff de Souza reconhece a importância de sair do meio acadêmico e ter contato com o conhecimento prático: "foi muito relevante ver como funcionam os julgamentos, os entendimentos, os posicionamentos e ter contato com toda a formalidade do Tribunal, ver como se portam os advogados, enfim, trazer para a prática o que a gente aprende na sala de aula".

Alunos do Centro Universitário Newton Paiva participam do Programa Justiça e Cidadania (imagem 2)
1-Verônica Sabrine Macedo Lopes, 2 - Savanna Alves Martins Viana, 3 - Shirley Ferretti Martins, 4 - Tatiana Bhering Roxo, 5 - Vinícios Puff de Souza

Logo depois, a visita deslocou-se para o saguão do edifício-sede, onde os alunos puderam conhecer a exposição Trabalho & Cidadania. A visita foi mediada pela servidora Marta Lúcia Gusmão.

Segundo ela, "o Centro de Memória tem um viés educativo, que é o programa Justiça e Cidadania, do qual esta exposição faz parte e tem o propósito de retratar as questões inerentes ao mundo do trabalho, destacando-se as características nos diferentes períodos da história do Brasil e apontando permanências e rupturas que se deram ao longo do tempo. A intenção é refletir a respeito das concepções de trabalho para a população do Brasil nos diversos contextos históricos do país, cruzando com a construção da nossa cidadania e abordando, a partir de determinado momento, os caminhos da ordenação do mundo do trabalho".

Para Marta Gusmão, a exposição destaca a importância da Justiça do Trabalho como um lugar de preservação e defesa da cidadania, além de reforçar que muitos dos desafios atuais referentes ao trabalho têm a ver com a nossa história e com a nossa formação, afinal "foram três séculos de escravidão e pouco menos da metade desse tempo de trabalho livre".

Os alunos elogiaram muito a exposição Trabalho & Cidadania. Verônica Sabrine Macedo Lopes destacou a expressividade das fotos selecionadas: "apenas o semblante dos trabalhadores já transmite várias informações". Para Savanna Alves Martins Viana, a visita à exposição "foi uma volta ao passado que possibilita ver como tudo começou e é muito importante situar a realidade hoje, mas sem esquecer do que aconteceu anteriormente".

Shirley Ferretti Martins adorou saber mais sobre a história do Brasil e, dentre os itens da exposição, o que mais gostou foi da mesa no formato do mapa do Brasil. Vinícios Puff de Souza enfatizou a importância de se entender o Direito do Trabalho pela perspectiva histórica. Ele também fez questão de vestir a toga, peça que pode usar "em sua futura profissão". Vinícios destacou que, após ouvir a nova versão elaborada pela equipe do Centro de Memória da história A Cigarra e a Formiga, ficou para ele a importância da "valorização de todas as profissões, pois a nova versão mostrou a grande relevância do trabalho artístico".

Audiência simulada

No final da visita, os alunos participaram de uma audiência simulada com a juíza titular da 5ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora, Maria Raquel Ferraz Zagari Valentim. As funções de partes, procuradores, testemunhas e secretário de audiência foram assumidas pelos alunos. No processo fictício, a reclamada alegou que o reclamante, recém-chegado do interior, foi morar "de favor" na casa dela, recebendo R$ 600 para ajudar nos estudos. No entanto, o autor alegou que, na realidade, trabalhava durante todo o dia como motorista da família, mal sobrando-lhe tempo para os estudos. A reclamada negou o vínculo de emprego. Segundo a equipe do Centro de Memória, que elaborou o processo, o objetivo foi trazer à discussão a questão do trabalhador doméstico.

Segundo Maria Raquel Zagari, participar da audiência simulada é uma experiência que dificilmente os alunos irão esquecer: "eles têm a oportunidade de saber como tudo acontece em uma audiência, por exemplo, saber a hora de fazer a contradita, que é algo que, no dia a dia, geralmente os advogados se atrapalham. É bom poder ensinar e ajudar a formar melhores profissionais, advogados, juízes, para atuar no cotidiano da Justiça do Trabalho".

A professora Tatiana Roxo enfatiza que, ao fim da visita, fica muito mais real e palpável o valor que é dado ao trabalho e à Justiça do Trabalho: "a audiência com o juiz é muito importante, pois possibilita aos alunos verem como funcionam o rito ordinário e o sumaríssimo e como devem se portar o advogado e o juiz, funções que, no futuro, eles podem vir a exercer". (Texto: Natália Pacheco / Fotos: Leonardo Andrade)

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