II Seminário sobre Saúde e Segurança no Trabalho Rural leva informações para trabalhadores e empregadores rurais em Paracatu

publicado 01/10/2015 14:21, modificado 01/10/2015 17:21
II Seminário sobre Saúde e Segurança no Trabalho Rural leva informações para trabalhadores e empregadores rurais em Paracatu (imagem 1)
fotos: Leonardo Andrade

O TRT da 3ª Região (MG) realizou, no último dia 29, o II Seminário sobre Saúde e Segurança no Trabalho Rural no auditório do Sesc de Paracatu, cidade localizada na região noroeste de Minas. O evento reuniu os gestores regionais do Programa Trabalho Seguro - Programa Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, desembargador Anemar Amaral e o juiz Eduardo Ferri (TRT-MG), o diretor de Política Salarial da Fetaemg, Pedro Mário Ribeiro, representando o presidente da entidade, Vilson Luiz da Silva, e o Consultor Jurídico da Faemg, Yury Sampaio, representando o presidente Roberto Simões, além de trabalhadores, representantes de sindicatos e empresas da região.

O seminário, que tem por objetivo conscientizar e sensibilizar os trabalhadores rurais sobre a segurança e a saúde no trabalho rural, com enfoque especial nas consequências do uso de agrotóxicos, foi uma tentativa de reduzir o alto número de acidentes de trabalho neste tipo de área, cerca de 23.400 em 2013. Durante o evento, os participantes puderam saber mais sobre saúde e segurança no trabalho, além de detalhes sobre normas técnicas para as atividades realizadas no campo.

II Seminário sobre Saúde e Segurança no Trabalho Rural leva informações para trabalhadores e empregadores rurais em Paracatu (imagem 2)

Segundo o desembargador Anemar Amaral, que apresentou na abertura do seminário o programa Trabalho Seguro para os participantes, levar a cultura da prevenção de acidentes de trabalho ao meio rural ainda continua sendo o melhor caminho para evitá-los. "Para isto, reunimos trabalhadores, empregadores, técnicos agrícolas e pessoas que lidam com o trabalho no campo e a quem interessa a questão da prevenção de acidentes e doenças no meio rural, uma vez que estas pessoas estão em áreas mais afastadas, possuindo maior dificuldade de informação, de acesso e até a dificuldade maior da própria fiscalização da saúde do trabalho".

Tanto os trabalhadores como os empregadores rurais, de acordo com o magistrado, precisam ter consciência da necessidade do cumprimento de normas de segurança e das regras próprias da prevenção de acidentes de trabalho para reverter o quadro atual: mais de três mil trabalhadores morrem por ano no Brasil em decorrência dos acidentes ou doenças do trabalho, a maioria jovem, entre 25 e 29 anos de idade.

Um dos grandes vilões para a saúde do trabalhador rural é o uso de agrotóxicos. De acordo com a Associação Brasileira de Agroecologia, nos últimos sete anos foram registrados no Brasil cerca de 34 mil casos de intoxicação por esse motivo. Para não fazer parte dessa estatística, os profissionais que trabalham no campo precisam ficar atentos ao cumprimento das normas de segurança, como afirmou o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Carlos Fernando Lage Paixão: "Como é um produto extremamente tóxico, os agrotóxicos sempre trazem algum risco para a saúde do trabalhador e, tomando as medidas de proteção com o uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI e sua higienização adequada, diminuem bastante o risco". Para ele, a prevenção ainda é o melhor remédio, em qualquer atividade de trabalho. "Seja ela rural ou urbana, a prevenção é o melhor meio de você eliminar os riscos para os quais o trabalhador está exposto em seu dia a dia de trabalho".

II Seminário sobre Saúde e Segurança no Trabalho Rural leva informações para trabalhadores e empregadores rurais em Paracatu (imagem 3)

Já o médico do trabalho do TRT de minas, Gustavo Franco Veloso, que apresentou a palestra "Exame Médico Periódico e sua Importância para o Trabalhador", explicou que a intoxicação por agrotóxico pode causar sérios danos à saúde do trabalhador, inclusive problemas permanentes. Ele frisou, na sua apresentação, que "o mais importante não é o exame de sangue ou exame complementar, são os sintomas clínicos, os enjoos ou qualquer mal estar são sinais de preocupação e devem ser registrados no histórico do trabalhador".

Para ele, mesmo com as precauções tomadas, os trabalhadores ainda se contaminam, então a prevenção deve ser feita com exames médicos bem feitos e orientando médica. "A intoxicação por agrotóxico pode causar sérios danos à saúde do trabalhador, inclusive problemas permanentes. No caso, da infecção aguda, pode causar até morte e a crônica, e provocar doenças como câncer, problemas neurológicos, questões graves que levam até o suicídio".

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