Prédio da Curitiba recebe nome Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello

publicado 04/12/2015 17:01, modificado 04/12/2015 19:01

O prédio histórico que sediou o TRT-MG de 1961 a 1993 passou a ser denominado, nesta sexta feira (04), "Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello". A nova denominação foi marcada por solenidade em que também foi descerrada placa em homenagem ao magistrado que agora dá nome ao local. A sede fica no centro de Belo Horizonte (Rua Curitiba, 835) e será aproveitada como centro histórico da Justiça do Trabalho mineira.

Prédio da Curitiba recebe nome Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello (imagem 1)
Foto: Leonardo Andrade

Na mesma cerimônia, foi lançada a Revista Eletrônica do TRT-MG, uma nova edição da antiga Revista do Tribunal - com doutrinas e decisões do Regional - agora em versão digital. A edição eletrônica, no número 90 da publicação, ocorre no momento em que a revista completa 50 anos de existência.

A mesa de abertura da solenidade foi composta pela presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargadora Maria Laura Franco Lima de Faria, pelo primeiro vice-presidente, desembargador José Murilo de Morais, pela segunda vice-presidente, desembargadora Emília Facchini, pela corregedora, desembargadora Denise Alves Horta e pelo filho do ministro homenageado com o nome do prédio, desembargador aposentado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello. O magistrado, que atuou no TRT mineiro até a sua aposentadoria, foi convidado pela presidente do Tribunal para acompanhá-la no descerramento da placa que distingue o ministro aposentado do TST e registra o novo nome do prédio.

A presidente do TRT-MG discorreu, na sua fala, sobre a história do ministro Luiz Philippe Vieira de Mello. Ela lembrou o início da carreira do homenageado, em 1946, como juiz em Goiânia; a vinda dele para a presidência da então instaurada 3ª Junta de Conciliação e Julgamento de Belo Horizonte, um ano mais tarde; e a atuação como desembargador e presidente do TRT da 3ª Região, entre 1973 e 1975. Citou também a atuação dele como ministro do TST, para onde foi nomeado em junho de 1985, qualificando-a como memorável. Referiu-se ao ministro como "renomado por sua alta competência, grande erudição jurídica e geral e elevado amor à Justiça do Trabalho".

Continuando sua manifestação, a desembargadora Maria Laura Franco Lima de Farias disse ainda estar lançando ali os alicerces para a revitalização do prédio como futuro Centro Cultural do Trabalho. Segundo ela, com a nova destinação, a sede torna o patrimônio histórico da Justiça do Trabalho mais acessível "à ampla faixa da população que transita, trabalha, estuda, compra ou vende nas ruas do centro da capital".

Ela também tratou do lançamento da Revista Eletrônica do TRT. "Com edição semestral e muito bem avaliada pela Capes, a revista se tornou referência de leitura e consulta, estando indexada em vários órgãos e bibliotecas de renome, nacionais e estrangeiros", lembrou a presidente. Para ela, a versão digital faz juz ao exemplo de competência e dedicação legados pelo ministro Luiz Phillipe Vieira de Mello.

Prédio da Curitiba recebe nome Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello (imagem 2)
Foto: Leonardo Andrade

O desembargador aposentado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello disse que o momento era de muita emoção, e expressou sua gratidão pela homenagem. Se referindo à importância histórica do prédio a ao "significado especial" da designação com o nome de seu pai, defendeu a ideia de que "a memória tem que ser preservada, pois o passado define os rumos do futuro". O magistrado também se referiu ao pai, como alguém que "sempre atuou com equilíbrio e sempre se preocupou em harmonizar a relação entre o capital e o trabalho".

Estiveram presentes na solenidade, além dos acima mencionados, a filha do homenageado, Mariangela Vieira de Mello, a procuradora-chefe do MPT em Minas Gerais, Adriana Augusta de Moura Souza; o ministro aposentado do TST, Manoel de Freitas Mendes; o presidente eleito do TRT-MG, desembargador Júlio Bernardo do Carmo; os desembargadores Emerson José Alves Lage, Fernando Luiz Gonçalves Rios Neto, Luis Felipe Lopes Boson, Luiz Otávio Linhares Renault, Mônica Sette Lopes e Sércio da Silva Peçanha, o presidente da Amatra-3, juiz Bruno Alves Rodrigues; servidores, familiares do homenageado, personalidades e advogados. (David Landau)

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