Reunião de dirigentes do TRT/MG debate corte orçamentário

publicado 05/02/2016 17:11, modificado 05/02/2016 19:11
Reunião de dirigentes do TRT/MG debate corte orçamentário (imagem 1)
Foto: Madson Morais

A primeira reunião orçamentária anual do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região foi realizada nesta sexta-feira (5). O encontro, que reuniu dirigentes da alta administração e gestores de todas as áreas da instituição, teve como pauta a redução de mais de 40% do orçamento previsto para o TRT/MG este ano, em relação ao orçamento de 2015. Por causa disso, o Tribunal deverá empenhar esforços para reduzir gastos. Durante a reunião, foi apresentado estudo sobre as medidas que cada setor deve tomar para diminuir os seus custos.

De acordo com o presidente do TRT/MG, desembargador Júlio Bernardo do Carmo, "foi feito um exame criterioso dos gastos que cada unidade organizacional tem e onde é possível cortar para conseguir fechar as nossas contas até o final do ano".

Ele também lembrou que essa medida está sendo tomada por todos os Regionais do país e que ela foi bastante debatida na última reunião do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), que aconteceu no dia 2 de fevereiro deste ano. "Em que pese as medidas judiciais que já foram tomadas para reverter o panorama, esse corte orçamentário sem precedentes ainda é uma realidade na Justiça do Trabalho", disse.

O desembargador presidente garantiu que a prestação jurisdicional não será afetada pela redução de gastos feita pelo TRT/MG. "Estamos procurando preservar a continuidade do serviço público, a celeridade da prestação jurisdicional e evitar que áreas sensíveis da estrutura do Poder Judiciário possam ser afetadas por essas medidas".

Para a diretora de Orçamento e Finanças, Marilia Souza Diniz Alves, o envolvimento de magistrados, servidores e colaboradores da instituição será fundamental para que o Tribunal consiga equilibrar as suas contas. "Os cortes realizados pelo Congresso Nacional e, posteriormente, o remanejamento de recursos da Medida Provisória 711, fez com que houvesse um rombo de 42% em nosso orçamento para custear as despesas contratadas. Para equilibrar as contas precisaremos do esforço de todos, além de muita criatividade", admitiu ela.

Também participaram da reunião os desembargadores Ricardo Antônio Mohallem (1º vice-presidente), Luiz Ronan Neves Koury (2º vice-presidente) e Fernando Antônio Viégas Peixoto (corregedor). (Samuel Almeida)

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