Seminário aborda inovações no PJe, esclarece dúvidas e recebe sugestões

publicado 05/03/2015 17:00, modificado 05/03/2015 20:00

Durante o turno da tarde, o Seminário PJe - Realidades e Perspectivas , que está sendo realizado por iniciativa da Escola Judicial nesta quinta-feira (05), pautou as inovações que estão sendo implementadas no sistema do processo eletrônico, tema abordado pelo juiz Fabiano Pfeilsticker; e os desafios e perspectivas do PJe na ótica do médico perito oficial, a cargo do médico do trabalho Leandro Duarte de Carvalho, que é perito do Tribunal. O evento é dirigido a magistrados e servidores do TRT-MG. Durante a o primeiro ponto da tarde, o juiz Fabiano Pfeilsticker cedeu parte do seu tempo para uma exposição do diretor da Secretaria de Infraestrura do Tribunal sobre a capacidade técnica que a instituição já possui para a ampliação do processo eletrônico. Diversas dúvidas e sugestões foram colocadas pelo público.

O juiz Fabiano Pfeilsticker, membro do Comitê Regional do PJe-JT e titular da Vara do Trabalho de Paracatu, discorreu sobre três novidades, que o sistema passará a ter com a sua próxima atualização, para melhorar a usabilidade dos magistrados. Ao todo, estão previstas trinta mudanças no software ligado à tramitação eletrônica de processos até o fim do ano. Segundo o juiz, as novidades que serão implementadas na próxima atualização e as outras em desenvolvimento farão com que a vida dos magistrados fique mais fácil e agradável, tornando o sistema mais ágil e eficiente. "A repercussão foi boa", garantiu ele, que manifestou posição otimista em relação à perspectiva futura.

Na palestra sobre saúde, o médico Leandro Duarte de Carvalho abordou o sistema HOT, em que as mudanças devem levar em consideração, nessa ordem, primeiro o fator humano, em segundo lugar a organização do trabalho e, em terceiro, a tecnologia. Ele se aprofundou numa preocupação vinculada à saúde, citando alguns dados de pesquisa realizada com magistrados e servidores. O especialista avaliou como positivas as inovações no programa, mas defendeu um acompanhamento do Setor de Saúde do Tribunal, segundo ele, muito qualificado. Ele também sugeriu algumas melhorias na parte do sistema dedicada aos peritos.

Para o presidente do Comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRT - CTIC, desembargador Ricardo Mohallem, que participou de dois debates como mediador e esteve na mesa de abertura do evento, o Seminário respondeu às expectativas. A atividade, segundo ele, serviu como espaço de escuta em relação ao que as coordenações nacional e regional do PJe têm a transmitir, ao mesmo tempo que serviu como escuta, para os envolvidos na implantação do processo eletrônico, daquilo que juizes e servidores querem expressar, sendo exemplo do que ele chamou de "diálogo polifônico". O desembargador comentou as melhorias a serem implementadas na atualização do programa como muito positivas, por facilitarem o trabalho. Na sua opinião, a aceitação está aumentando, "quem usa não quer sair".

O coordenador acadêmico da Escola Judicial, juiz Mauro César Silva, que é titular da 1ª Vara de Betim, avaliou que o evento foi de fundamental importância para atender a meta, que define a implantação de 100% do PJe até o final do ano. O desafio atual da Escola, segundo o magistrado, é preparar magistrados e servidores, mesmo com carência de recursos e de formadores. Ele também aproveitou para destacar o esforço empreendido por todos os participantes do evento, magistrados e servidores, que tiveram que remarcar pautas e reorganizar suas tarefas para estar presentes e, no caso daqueles do interior, enfrentar a viagem para Belo Horizonte. (David Landau)

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