Aberto o II Seminário sobre Conciliação em BH

publicado 22/10/2012 13:23, modificado 22/10/2012 15:23
Varas de João Monlevade realizam acordo na V Semana da Conciliação (imagem 1)

Na condição de representante da presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, desembargadora Deoclecia Amorelli Dias, o vice-corregedor e gestor regional do Movimento pela Conciliação, desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal participou, nesta segunda-feira, 22, da cerimônia de abertura do II Seminário sobre Conciliação, no auditório do Tribunal de Justiça de Minas Gerais - TJMG, unidade da avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte. Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ, o seminário discutiu novas tendências em conciliação e mediação e é destinado a magistrados, defensores públicos, promotores e especialistas na área de conciliação e mediação. O objetivo é de disseminar, dentro do próprio Judiciário, a cultura da pacificação.

Aberto o II Seminário sobre Conciliação em BH (imagem 2)
Compuseram a mesa, o governador de Minas Antônio Augusto Anastasia, o presidente do TJMG, desembargador Herculano Rodrigues, o conselheiro do CNJ e desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Neves Amorim, e o vice-corregedor do TRT - 3ª Região, desembargador Márcio Flávio Vidigal (fotos Leonardo Andrade)

Defendendo uma prática uniformizada para solucionar conflitos judiciais, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi informou que há mais de 80 milhões de processos em tramitação na justiça para 17 mil magistrados. "É preciso que haja uma prática uniformizada em todo país, mesmo respeitando as diferenças regionais".

Mostrando-se preocupado com o número de processos em andamento no país, O governador de Minas Antonio Augusto Anastasia considerou animadoras as iniciativas do Judiciário para minimizá-lo. "É um grande desafio atender esta demanda e este evento pela conciliação mostra o interesse do Judiciário em resolver a questão".

O desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal ressaltou que a conciliação é uma tendência mundial e já está difundida em todo país. "A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça, já conhecida, de dar solução aos litígios sob outras formas distintas de atuação da jurisdição, é hoje uma realidade já disseminada em todo Brasil, que comunga com a tendência mundial da solução das lides na sociedade. E a Justiça do Trabalho é pioneira na conciliação judicial, que se tornou uma marca de toda a sua atuação ao longo da implantação da legislação trabalhista no país. Este evento de hoje demonstra que o CNJ, já adotando e encampando as novas formas de solução dos conflitos, reforça e dá legitimidade ao acesso incondicional aos meios alternativos de distribuição da justiça como forma de solidificação da cidadania no Brasil".

O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e conselheiro José Roberto Neves Amorim disse que o CNJ não vai abrir mão de uma política publica em que "todos os tribunais tenham suas centrais de conciliação e mediação para que a justiça possa, de maneira harmoniosa, ajudar as pessoas a solucionar seus conflitos".

"A conciliação permite que todos tenham vez e voz, exige dos litigantes um olhar para o outro, que todos ganham o poder de voz e o dever de compreender o outro", ressaltou, por sua vez, o presidente do TJMG, desembargador Herculano Rodrigues, avaliando a conciliação como a alternativa mais inclusiva.

Foram realizados vários painéis durante todo o dia com debates sobre métodos de conciliação e mediação de conflitos judiciais. A juíza do Trabalho Adriana Goulart de Sena Orsini, membro do Núcleo Permanente de Conciliação do TRT-MG participou, na parte da tarde, do painel "Impasses e desafios à medição de conflitos". (Márcia Barroso)

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