Psicanalista do TRT de Minas faz palestra na JT da Paraíba

publicado 29/03/2011 06:07, modificado 29/03/2011 09:07

A psicanalista da Escola Judicial do TRT de Minas Gerais, Judith Euchares Ricardo de Albuquerque, participou, na última semana, do curso "Psicologia jurídica aplicada ao processo trabalhista e técnicas de conciliação", promovido pela Escola Judicial do TRT da 13ª Região, na Paraíba.

A proposta do curso é usar a psicologia para resolver os conflitos trabalhistas e discutir o tema conciliação sob diferentes ângulos (de uma juíza, de uma psicóloga comportamental e de uma psicanalista). Durante a palestra, a psicanalista falou sobre a sociedade contemporânea e a interlocução entre o Direito Trabalhista e a Psicanálise. "Hoje a sociedade se mostra inapta na solução dos conflitos e eles desaguam no Judiciário atribuindo ao juiz uma tarefa muito difícil que é a de traduzi-los juridicamente. Aí entra a psicanálise, oferecendo ao magistrado instrumental para que ele possa estar mais bem equipado ao manejar os conflitos na sala de audiência e na condução dos processos", disse.

Judith Euchares Ricardo de Albuquerque, que é responsável pelo Centro de Direito e Psicanálise da Escola Judicial do TRT de Minas Gerais, observou, ainda, que cada vez mais os conflitos estão surgindo com ineditismo e o juiz tem que estar preparado, aberto aos novos elementos, especialmente, na sociedade atual, em que a tendência às avaliações, às medições de produtividade e aos enquadramentos dos sujeitos contribuiu para o aumento das demandas que incluem o adoecimento mental no processo. "Isso tem exigido dos magistrados um conhecimento a mais acerca da saúde mental do trabalhador, o que extrapola sua formação convencional". Aliado a tudo isso, o aumento considerável das demandas tem promovido a sobrecarga de trabalho no judiciário, difícil de ser conciliada com os ideais de produtividade impostos pela sociedade contemporânea, que tudo mensura, quantifica.

O curso, ocorrido entre os dias 21 e 24, contou ainda com a apresentação de três temas pela juíza Adriana Goulart de Sena, titular da 35ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e coordenadora do Núcleo de Mediação Comunitária do Programa Polos de Cidadania da UFMG. (Márcia Barroso)

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