Estudantes da UFMG participam de atividades judiciais no Laboratório do TRT

publicado 04/11/2013 11:35, modificado 04/11/2013 13:35

Estudantes do 9º período do Curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG participaram, nesta segunda-feira, 4 de novembro, do Laboratório de Atividades Judiciais da JT-MG, no 11º andar do prédio da rua Curitiba, centro de Belo Horizonte.

Estudantes da UFMG participam de atividades judiciais no Laboratório do TRT (imagem 1)

Sob a supervisão da juíza Adriana Goulart de Sena Orsini, da 35ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, doutora em Direito e integrante do Núcleo Permanente de Conciliação do TRT da 3ª Região, os 59 alunos assistiram ao vídeo sobre a história da Justiça do Trabalho. "Usamos o auditório para mostrar aos estudantes, dentro da matéria Direito Processual do Trabalho, o vídeo sobre gestão documental e os projetos do TRT e no laboratório criamos a oportunidade para que eles possam conhecer de perto o conteúdo desse acervo histórico preservado pela Justiça do Trabalho".

Os alunos usam máscaras para manusear processos a partir da década de 1940, com toda a complexidade jurídica e seu significado histórico. Eles examinam todas as fases e procedimentos típicos de um processo trabalhista. "É muito importante para os alunos esta integração entre a teoria e a prática", destacou a juíza.

A coordenadora do Centro de Memória, Ana Maria da Matta Machado, explicou como funciona o Programa de Gestão e Preservação Documental. "Este projeto é coordenado pela Escola Judicial do TRT-MG, por meio do Centro de Memória, e promove uma interação extremamente positiva entre a comunidade acadêmica e a instituição e é muito importante para que o estudante conheça o direito do trabalho na sua origem".

O estudante Bauer Augusto Viana Reis, 22, avaliou a oportunidade como enriquecedora, principalmente sob o ponto de vista histórico. "Achei interessante a possibilidade de conhecer o antigo posicionamento da Justiça do Trabalho, em especial o contexto referente ao período da ditadura, em que havia um censo comum sobre o desrespeito total ao direito. Além disso a atividade contribui muito a partir do momento que você abandona o positivismo cego e passa a ver o aspecto social do direto trabalhista", frisou. (Texto e fotos: Márcia Barroso)

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