Leis & Letras explora o universo da filósofa Hannah Arendt

publicado 13/06/2014 10:40, modificado 13/06/2014 13:40
Leis & Letras lança livros baseados no pensamento de Hannah Arendt (imagem 1)

A Escola Judicial do TRT da 3ª Região e a Biblioteca Juiz Cândido Gomes de Freitas promoverão, no âmbito do Projeto Leis & Letras, palestras e lançamento de dois livros baseados no pensamento da filósofa alemã Hannah Arendt: "A Música e o Vazio no Trabalho - Reflexões jurídicas a partir de Hannah Arendt", de Matheus Brant, que é advogado, músico, compositor e mestre em Direito pela UFMG, e "Direito e Política em Hannah Arendt", de Ana Paula Repolês Torres, que é servidora do TRT da 3ª Região e Doutora em Filosofia Mestre em Direito pela UFMG. A palestra terá como debatedora a desembargadora do TRT da 3ª Região Mônica Sette Lopes.

O evento, que tem como público-alvo magistrados, servidores e público externo, ocorrerá no dia 25 de junho de 2014, às 16h, no auditório do TRT-3ª Região (Avenida Getúlio Vargas, 225 - 10º andar - Funcionários - BH/MG).

O universo de Hannah Arendt

Em sua obra, Ana Paula Repolês Torres analisa diversos aspectos da relação constitutiva entre direito e política no pensamento de Hannah Arendt, que se opõe à tradição do pensamento que via uma contradição entre ambos. "Para ela há uma necessária vinculação entre autoridade e liberdade. A constituição, as normas, ao invés de ser um limite à soberania popular, um limite ao exercício do poder, é condição de possibilidade do poder. O pensamento dela é construído em volta desta articulação, que é a necessidade da política, que precisa do direito, e do direito, que precisa da política".

Leis & Letras lança livros baseados no pensamento de Hannah Arendt (imagem 2)

Já Matheus Brant faz uma reflexão profunda sobre a concepção de trabalho na vida moderna e o conceito da filósofa sobre ele. "Para Hannah Arendt, o trabalho está ligado a coisas, ou funções, ou atividades, que a gente tem que fazer em nosso dia a dia para garantir a nossa existência e sobrevivência. Ela diz que esse trabalho é aspecto de nossa condição humana, ele está sendo supervalorizado. Está prevalecendo em relação a todas as outras atividades que também são próprias do homem, como por exemplo, a política, a capacidade nossa de fazer, de criar coisas. Então, ela faz essa crítica à sociedade moderna, apesar de ser um conceito bem específico, ela a aplica ao nosso trabalho, o trabalho como a gente entende hoje em dia".

Inscrições:

As inscrições deverão ser feitas mediante preenchimento, até o dia 20 de junho, do formulário respectivo disponível aqui , ou na página da Escola Judicial.

Certificação de público interno:

Será emitido certificado aos magistrados e servidores que alcançarem presença de 100% da carga horária total do evento e responderem, até o dia 30 de junho, à avaliação de aproveitamento, disponível aqui , ou na página da Escola Judicial.

Certificação de público externo:

Será emitido certificado de frequência aos participantes que alcançarem presença de 100% da carga horária total do evento. Assista à entrevista com os dois autores na TV TRT-Minas

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