Oficina de Administração Judicial traz novo modelo de gestão para a primeira instância

publicado 08/08/2014 09:30, modificado 08/08/2014 12:30

Na manhã desta sexta-feira, dia 8, 28 juízes de 1ª Instância da Justiça do Trabalho de Minas participaram da Oficina de Administração Judicial, ministrada pelo instrutor Carlos Henrique Borlido Haddad, juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e professor doutor da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. O objetivo da oficina foi compartilhar com os juízes o modelo de gestão pioneiro e bem sucedido adotado por ele quando à frente da Vara Federal de Montes Claros, desenvolvido em parceria com Luiz Pedrosa, consultor privado.

Oficina de Administração Judicial traz novo modelo de gestão para a primeira instância (imagem 1)

Segundo o juiz Mauro César Silva, coordenador acadêmico da Escola Judicial do TRT da 3ª Região, que promoveu a oficina, os juízes são encarregados de gerir uma equipe entre dez a quinze servidores, "muito mais do que uma empresa de pequeno porte, o que envolve conhecimento sobre gestão de pessoas, de processos e dos meios e recursos para alcançar esta gestão. A escola, no seu papel de formadora, tanto de magistrados quanto de servidores, pretende capacitar o juiz para que ele possa obter melhores resultados e estar sempre focado na atividade fim, que é a prestação jurisdicional".

Novo Modelo de Gestão

O juiz Carlos Henrique Borlido Haddad frisou, ao início da oficina, que quando chegou à Vara federal de Montes Claros "eram 24 mil processos, um número inconcebível, e, além dos servidores, 48 estagiários, uma situação difícil de administrar. O novo modelo permite racionalizar o trabalho, gerir melhor os servidores, colher resultados, como a redução do acervo processual e da duração dos processos, e acabar com aquela perspectiva que muitos juízes têm que trabalham enxugando gelo".

O magistrado considera que o modelo que está sendo apresentado aos juízes do trabalho, "altamente qualificados", é uma experiência que pode ser facilmente replicada, "afinal eles, como nós, na Justiça Federal, lidam com pessoas e processos".

Já o consultor Luis Pedrosa, engenheiro com doutorado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), ressaltou que, além da melhoria dos serviços prestados à sociedade e da sobrecarga do trabalho dos magistrados, a experiência proporcionou também "a melhora do ambiente de trabalho, o que resultou na elevação da auto-estima do servidor público e do orgulho de pertencer, de prestar um bom serviço. Quando todas as peças da engrenagem trabalham certo, o magistrado pode fazer aquilo que é a missão dele, que é julgar, proferir sentenças e concluir os processos".

Após a exposição inicial sobre a experiência em Montes Claros, os juízes fizeram dinâmicas de grupos, com estudos de casos concretos. No final da tarde, os juízes irão receber instruções de como o modelo de gestão poderá ser implantado nas varas do trabalho. (Solange Kierulff - Fotos: Leonardo Andrade)

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