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Palestrante diz que magistrado está dentro de uma história de números

publicado 09/08/2013 17:59, modificado 09/08/2013 20:59
Palestrante diz que magistrado está dentro de uma história de números (imagem 1)
Juíza Jacqueline Prado Casagrande, desembargador Márcio Flávio Salem Vidigal e Júlio César Tavares dos Reis, gerente regional de negócios da CEF (fotos Augusto Ferreira)

"Uma palestrante tão cheia de dúvidas", foi como se definiu a desembargadora Mônica Sette Lopes hoje, na sede do TRT-MG, em Belo Horizonte, ao discorrer sobre "A importância do magistrado na sociedade moderna", em evento promovido pela Amatra3, comemorativo dos 35 anos de sua fundação e do Dia do Magistrado, celebrado em 11 de agosto.

Palestrante diz que magistrado está dentro de uma história de números (imagem 2)
Para Mônica Sette Lopes, o juiz são múltiplas estradas, seguidas de forma diferente

Dúvidas que são próprias das mentes inquietas, como daqueles que em 1978, num período ainda com resquícios da ditadura militar, fundaram a Associação dos Magistrados Trabalhistas da 3ª Região, de quem hoje receberam uma placa em homenagem "pela dedicação às causas da Magistratura Trabalhista". Deles, estiveram presentes Manoel Mendes de Freitas, Antônio Álvares da Silva, Antônio Miranda de Mendonça, Orestes Campos Gonçalves, Gabriel de Freitas Mendes, Elio Lage, Abelardo Flores e Heros de Campos Jardim.

Graças aos fundadores, "sonhando sonhos juntos é que chegamos a esses 35 anos", reconheceu a presidente da entidade representativa, juíza Jacqueline Prado Casa Grande. Nesse caminhar, a luta pela extinção da representação classista e pela criação de varas e cargos; o combate ao nepotismo, além da luta eterna pela constante valorização da magistratura e o respeito às prerrogativas e direitos dos magistrados, em especial a sua independência, a vitaliciedade e a irredutibilidade dos subsídios.

Ilustrando bem a assertiva do desembargador vice-corregedor do tribunal, Márcio Flávio Salem Vidigal, no exercício da presidência, segundo o qual "ser magistrado é dedicar-se a uma missão", Mônica Sette Lopes comparou o juiz do passado, recorrendo a Aristóteles, e o atual, concluindo que hoje o magistrado virou um número, visto pelas estatísticas. Para ela, tem que ter controle, mas tem-se que ter conhecimento. A história de que às vezes é difícil, é chato e ninguém fala sobre isso, porque estamos dentro de uma história de números, disse ela.

A desembargadora falou também da solidão de pegar um processo e não saber como decidir, da importância do exame de cada caso, com todas as suas peculiaridades, e deixou transbordar sua sensibilidade ao relatar o caso de um colega juiz que virou herói da família de uma reclamante, apesar de sua ação ter sido julgada improcedente, simplesmente por tê-la permitido falar em audiência, perante a parte contrária.

Dizendo que um juiz que é moderno é de todo tempo, a palestrante recorreu a Mário Quintana para associar seus dizeres a esse juiz, que não deve ser induzido pelos modismos. Enfim, disse que o juiz são múltiplas estradas, seguidas de forma diferente. E que é extrema a necessidade de falar sobre isso.

Palestrante diz que magistrado está dentro de uma história de números (imagem 3)
Coral Acordos & Acordes

A comemoração contou com a participação do Coral Acordos & Acordes, do TRT-MG, que, sob regência do Maestro Afrânio Lacerda e acompanhado ao piano pela desembargadora aposentada Cleube de Freitas Pereira, interpretou o Hino Nacional, Boi Bumbá, de Waldemar Henrique; Aleluia, de Haendel, e Feliz Aniversário, de Villa Lobos e Manoel Bandeira. (Walter Salles)

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