Prova oral para juízes tem encontro marcado com a história do TRT-MG

publicado 03/11/2014 14:58, modificado 03/11/2014 16:58

A Prova Oral do Concurso 01/2013 para Juiz do Trabalho Substituto do TRT-MG, que deve ser realizada de 24 a 28 deste mês de novembro, reserva muita emoção para os integrantes da Banca Examinadora Especial do certame, composta pelo decano do tribunal, desembargador Márcio Ribeiro do Valle, pelo ministro aposentado do TST Carlos Alberto Reis de Paula e pelo advogado Afonso Celso Raso. É que a sabatina dos candidatos será realizada no remodelado auditório do 11º andar do Prédio da Rua Curitiba, nº 835, no centro de Belo Horizonte, que foi sede da Justiça do Trabalho da capital (e do TRT durante muitos anos) de 1961 a 1993, onde os três examinadores viveram importantes momentos no início de suas carreiras.

Estarão selecionados para a prova oral os candidatos que passarem pela etapa anterior (3ª), que compreende sindicância da vida pregressa, exame de saúde e exame psicotécnico dos candidatos. Os resultados dessa etapa deverão ser conhecidos até a próxima segunda-feira (10/11).

Evocações

Prova oral para juízes tem encontro marcado com a história do TRT-MG (imagem 1)

O desembargador Márcio Ribeiro do Valle, parecendo constrangido por tratar de sua pessoa, afirmou que "ninguém rompe impunemente com o passado", admitindo que vai se emocionar quando for aplicar a prova naquele mesmo prédio, onde também se submeteu a ela em 1977, sendo aprovado em 2º lugar depois de já ter obtido êxito também no concurso para juiz do TRT do Rio de Janeiro em 1976 e de haver atuado como Juiz de Direito no Sul de Minas, aprovado em concurso do Tribunal de Justiça de Minas no mesmo ano.

"Quanto mais maduros ficamos, mais vivemos de reminiscências, do constante retorno ao passado", comentou Ribeiro do Valle, ao destacar a importância da memória, tanto para as pessoas quanto para as instituições.

Prova oral para juízes tem encontro marcado com a história do TRT-MG (imagem 2)

"Pisar no prédio da Rua Curitiba provoca-me fortes emoções, e me faz lembrar os momentos de alegria e tristeza que lá vivemos por vários anos. É passar por mim o filme de parte expressiva e relevante da minha vida", declarou o ministro Carlos Alberto Reis de Paula, que fez prova oral do concurso de juiz no mesmo edifício, em maio de 1979, onde também, depois de pedir remoção da JCJ de Betim, exerceu a magistratura trabalhista de 1982 a 1993, ano em que foi promovido ao TRT.

O Ministro lembra que sua banca examinadora foi presidida pelo juiz Álfio Amauri dos Santos, o presidente do Regional era o juiz Orlando Rodrigues Sette e que sucedeu ao juiz Longuinho de Freitas Bueno na presidência da 8ª JCJ de Belo Horizonte, em maio de 1982.

Prova oral para juízes tem encontro marcado com a história do TRT-MG (imagem 3)

Com 57 anos de militância na Justiça do Trabalho, parte deles, na década de 60, como Juiz Classista por indicação do Sindicatos dos Jornalistas Profissionais, o advogado Afonso Celso Raso diz ter vivido grandes momentos no Prédio da Rua Curitiba: "Momentos emocionantes, como as sustentações no 11º andar, perante o Tribunal! Era uma maravilha! A proximidade com os desembargadores, na época sobrejuízes! A tribuna ficava bem perto, atrás ficava o auditório. Recordar isso toca muito a gente!"

Esse passado, lembrado com tanta emoção, tem importante registro no Acervo Histórico do TRT-MG, que está sendo catalogado pelo Centro de Memória no 10º andar do prédio onde será aplicada a prova, com disponibilidade para pesquisas. Portanto, além de relembrar o passado, os examinadores da banca vão ter um encontro marcado com a história documentada da Justiça do Trabalho, que ajudaram a construir.

Fase atual do Concurso

O concurso, agora, está em sua terceira etapa, e inclui a sindicância da vida pregressa, exame de saúde e o exame psicotécnico dos candidatos, que neste concurso, por exigência da presidente do tribunal, desembargadora Maria Laura Franco Lima de Faria, segundo sua secretária-geral Sandra Pimentel Mendes, pode ser feito em diversas clínicas credenciadas, proporcionando facilidade de agendamento.

Estarão habilitados para a prova oral (4ª etapa) os candidatos que passarem pela etapa anterior e tiverem apresentado a documentação exigida no edital para a inscrição definitiva, sob avaliação da Comissão Central do Concurso composta pelas desembargadoras Maria Laura Franco Lima de Faria e Denise Alves Horta, respectivamente presidente e corregedora do TRT, e pelo advogado José Caldeira Brant Neto. Os resultados de tal etapa devem ser divulgados até o dia 10 do próximo mês de novembro, segundo informação da subsecretária da Comissão de Concurso de Juízes Patrícia de Souza Barros. (Walter Salles)

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