Características do plano museológico a ser implementado pelo TRT são abordadas em palestra

publicado 10/12/2014 12:27, modificado 10/12/2014 14:27
Características do plano museológico a ser implementado pelo TRT são abordadas em palestra (imagem 1)
Foto: Leonardo Andrade

Respondendo à preocupação da administração do TRT-MG em aprimorar a política de exposição e guarda do arquivo documental histórico, foi realizada, na manhã desta quarta-feira (10), uma apresentação da empresa Expomus sobre as características e a estrutura de um plano museológico. O Tribunal está analisando a contratação de consultoria para a implementação do tipo de planejamento apresentado pela empresa. A atividade ocorreu na antiga sede da instituição localizada na rua Curitiba, que, de acordo com o projeto que vem sendo desenvolvido, passará a ser um centro histórico da Justiça do Trabalho de Minas Gerais.

A palestra apresentada pela diretora da Expomus, Maria Ignez Mantovani Franco, que estava acompanhada pelo consultor cultural Luís Eguinoa, contou com a audiência da presidente do Tribunal, desembargadora Maria Laura Franco Lima de Faria; da segunda vice-presidente, desembargadora Emília Facchini; da juíza Maria Cristina Diniz Caixeta, representante da Justiça do Trabalho no Programa Nacional de Preservação Documental do CNJ; pelas coordenadoras do Centro de Memória, servidoras Ana Maria Matta Machado Diniz e Maria Aparecida Carvalhais Cunha; e por gestores de diversas áreas da instituição.

A representante da Expomus falou da necessidade de um planejamento a longo prazo, e explicou que o plano frequentemente requer atualizações. Ela definiu um plano museológico como "ferramenta estratégica, técnica e política que organiza e fundamenta o funcionamento de um museu, um centro de memória ou um centro cultural". Esclareceu também que o plano deve ser elaborado em conjunto com a instituição, mediante um método de trabalho que consiste em pensar juntos.

Maria Ignez Montavani Franco subdividiu um plano museológico em:

programa institucional - que define a missão e a visão; programa de acervo - com os critérios daquilo que deve ser guardado; programa de exposição - determinando a forma como o acervo vem a público; programa educativo e cultural - que pensa o público alvo e as grandes linhas que interessa atingir; programa de pesquisa - que estabelece convênio com outras instituições; programa de gestão de pessoas - envolvendo não só contratações, mas também outras formas de envolvimento de pessoas; programa de segurança - responsável pela preservação do acervo, por garantir as características adequadas das edificações e pela segurança do público; programa de divulgação e difusão - com estratégias para atingir um público amplo ou segmentado. (David Landau)

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