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Clínica do Trabalho Escravo da UFMG é apresentada à presidência do TRT-MG

publicado 02/03/2018 18:59, modificado 21/10/2018 10:53

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Foto: Thiago Soraggi

É preciso destruir a obra da escravidão”. Com essa frase do abolicionista Joaquim Nabuco, o presidente do TRT-MG, desembargador Marcus Moura Ferreira, frisou a importância do trabalho realizado pela Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG, cujo funcionamento foi apresentado a ele, na tarde desta sexta-feira (2), no gabinete da Presidência, em Belo Horizonte.

De acordo com o desembargador, Nabuco vaticinou em seus discursos, no século XIX, que as raízes da escravidão plantadas em solo brasileiro não seriam extirpadas com a abolição da escravatura, fato comprovado pelos inúmeros casos de trabalho análogos ao trabalho escravo presentes ainda hoje na realidade brasileira.

Na ocasião, os coordenadores da Clínica presentearam a todos na reunião com o livro lançado pela instituição: "Trabalho Escravo: entre os achados da fiscalização e as respostas judiciais". O livro será doado à Biblioteca do TRT-MG e também enviado a todos os desembargadores do Tribunal.

Estiveram presentes a desembargadora Paula Oliveira Cantelli, o desembargador José Eduardo de Resende Chaves Júnior, a assessora especial da Presidência, Paula Maria Nasser Cury e os coordenadores da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG, professores Carlos Henrique Borlido Haddad e Lívia Mendes Moreira Miraglia.

A Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas faz parte de uma experiência pioneira na formação de um sistema internacional de Clínicas de Direito. Visando cumprir o tripé da educação superior brasileira, a Clínica se baseia em três eixos indissociáveis: ensino, pesquisa e extensão. O projeto atende vítimas de trabalho escravo e tráfico de pessoas, prestando assistência jurídica integral e gratuita.

Escravidão em números

Em 2016, mais de 660 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, resultado de 108 ações fiscais realizadas pelo governo. Minas Gerais é o estado líder das libertações, representando 21% do total do país. Mato Grosso do Sul está em segundo lugar e o Pará em terceiro.

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