Aula magna sobre IA abre ano letivo na Escola Judicial
Resumo em texto simplificado
Escola Judicial do TRT-MG iniciou o ano acadêmico de 2025 com a palestra “Inteligência Artificial e Implicações Éticas”, apresentada pela desembargadora aposentada Mônica Sette Lopes e o professor Marcelo Galuppo, com mediação do juiz Leonardo Tibo Barbosa Lima. O tema gerou grande interesse, abordando o impacto da IA no futuro dos processos e profissões. Galuppo destacou que a IA pode substituir profissionais, enquanto Mônica Sette acredita na convivência harmônica entre humanos e máquinas.
Saiba mais sobre esta iniciativaUm auditório lotado e espectadores também on-line prestigiaram a palestra que abriu o ano acadêmico de 2025 da Escola Judicial do TRT-MG, nesta sexta-feira (14/2). O evento, realizado no auditório da Escola, teve início com a palestra “Inteligência Artificial e Implicações Éticas”, ministrada pela desembargadora aposentada do TRT-MG, Mônica Sette Lopes, também professora da Universidade Federal de Minas Gerais, e pelo vice-presidente da Associação Internacional para a Filosofia do Direito e a Filosofia Social, Marcelo Galuppo, professor da Faculdade Mineira de Direito da PUC-MG e da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. A mediação foi do juiz do Trabalho, mestre em Direito do Trabalho e especialista em Direito Público pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, Leonardo Tibo Barbosa Lima.
IA vem facilitar procedimentos
O tema despertou grande interesse do público por se tratar de um assunto contemporâneo e cada vez mais demandado em todos os ramos profissionais. Do ponto de vista do professor Marcelo Galuppo, a Inteligência Artificial ganhará cada vez mais espaço, a ponto de substituir processos e profissionais num futuro próximo. A palestra do professor foi construída a partir dos conceitos do que é Inteligência e do que é Artificial. “Não existe nenhuma característica da inteligência humana que não possa ser aplicada à máquina, que pode aprender a agir como um ser humano e este talvez seja o maior perigo da IA”.
Já Mônica Sette Lopes acredita que a humanidade vai sim conviver bem com a Inteligência Artificial, porque há características do fazer humano que não poderão ser substituídas pela máquina. Para a magistrada, a IA virá facilitar procedimentos, mas sempre sob a supervisão e avaliação humana. No âmbito do Direito, “no caso de processos repetitivos, uniformização de jurisprudências, em que já se tem parâmetros bem definidos, a Inteligência Artificial pode ajudar muito”, concluiu ela.
Projetos da EJ para 2025
Estavam presentes ao evento também o 2º vice-presidente, desembargador Emerson José Alves Lage, e o diretor da Escola Judicial e coordenador acadêmico, juiz Cléber Lúcio de Almeida. Eles confirmaram uma vasta agenda de cursos promovidos pela EJ ao longo do ano, incluindo conteúdos práticos sobre a Inteligência Artificial, tema que tem despertado grande interesse de magistrados e servidores do Judiciário. Os participantes que quiserem obter certificado de participação deverão responder a uma avaliação, até o dia 21/2, que irá atestar o aproveitamento do conteúdo, no site da Escola Judicial.