Você está aqui:

Cidade de São Francisco, norte de Minas, recebe projeto do TRT-MG contra o tráfico de pessoas

publicado: 18/09/2026 às 18h30 | modificado: 18/09/2026 às 20h07

Se estiver usando leitor de tela, ignore este botão. Ele é um recurso de acessibilidade para pessoas com baixa visão.

Resumo em texto simplificado

A cidade de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, recebeu, nos dias 17 e 18 de setembro, o projeto “Tráfico de Pessoas, não!”, promovido pelo TRT-MG em parceria com o TST, a PUC Minas, a UFMG, órgãos do Sistema de Justiça e a sociedade civil. O município foi priorizado por ser historicamente um ponto de origem e aliciamento de trabalhadores.

Saiba mais sobre esta iniciativa

A cidade de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, recebeu, nesta quinta (17/9) e sexta (18/9), o projeto “Tráfico de Pessoas, não!”. A iniciativa é do TRT-MG, em parceria com instituições do Sistema de Justiça, sociedade civil, Poderes Executivo e Legislativo, além das clínicas de combate ao trabalho escravo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto, que conta com o apoio do Tribunal Superior do Trabalho (TST), tem como objetivo principal promover a conscientização em comunidades vulneráveis a violações de direitos trabalhistas.

Segundo o gestor de 1º Grau do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e à Proteção ao Trabalho do Migrante do TRT-MG, juiz Marcelo Oliveira da Silva, o município foi priorizado nesta etapa do projeto por se destacar historicamente como um dos principais pontos de origem e aliciamento de mão de obra para o trabalho análogo à escravidão e o tráfico de pessoas. "Devido à realidade socioeconômica da região, trabalhadores locais costumam ser atraídos por falsas promessas de emprego feitas por intermediadores ilegais (gatos). Uma vez cooptados, são transferidos para outras regiões do estado como o Sul de Minas, o Triângulo e o Alto Paranaíba ou para estados vizinhos, onde acabam submetidos a condições degradantes em lavouras de café, cana-de-açúcar, além da produção de carvão vegetal", explicou. 

Ele ainda destacou a importância de levar a iniciativa à cidade para conscientizar, sobretudo, os mais jovens, buscando quebrar um ciclo prejudicial tanto para a economia local quanto para a vida das famílias da região.

Foco na prevenção

Tarde de debates no auditório da OAB de São Francisco, cidade que recebeu o projeto Tráfico de pessoas, não! nos dias 17 e 18 de setembro

A programação teve início na tarde de quinta-feira (17/09) com um debate aberto à comunidade na sede da subseção da OAB local. O evento contou com participação de estudantes, público-alvo da ação preventiva. A mesa de abertura reuniu representantes de diversas frentes de combate ao trabalho escravo no estado, como o TRT-MG, a clínica de combate ao trabalho escravo da UFMG e a Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais (Adere-MG). Os encontros proporcionaram um espaço não apenas para o relato de denúncias e violações, mas também para o compartilhamento de boas práticas e estratégias de enfrentamento às práticas nocivas ao trabalho decente.

Mutirão de conscientização

O projeto incluiu ainda visitas a entidades e comunidades locais para esclarecer dúvidas sobre direitos trabalhistas. Nesta sexta-feira (18/9), a equipe do mutirão esteve na Associação Tradicional dos Pescadores e Vazanteiros da Ilha da União, comunidade que reúne famílias ribeirinhas que têm na pesca, na agricultura sazonal e no Rio São Francisco a base de sua subsistência e cultura.

Encontro com pescadores da região de São Francisco durante visita do Projeto Tráfico de Pessoas, não!

No período da tarde, as ações prosseguiram na comunidade quilombola Buriti do Meio, localizada no distrito de Vila do Morro, região reconhecida pela tradição do artesanato em cerâmica e pela confecção de peças utilitárias e artísticas, como potes e gamelas.

Nos dois momentos os integrantes do mutirão conversaram com a população local, trocaram experiências e também puderam esclarecer dúvidas mais comuns relacionadas aos direitos trabalhistas.

Veja a galeria de fotos.

Visita do projeto Tráfico de Pessoas, não à comunidade Quilombola Buriti do Meio

Visualizações:

Seção de Imprensa imprensa@trt3.jus.br
Secretaria de Comunicação Social (SECOM)