Conciliação reabre hospital

publicado 30/11/2010 09:31, modificado 30/11/2010 11:31
Varas de João Monlevade realizam acordo na V Semana da Conciliação (imagem 1)

Foi inaugurado sábado, dia 27, na cidade de Corinto, distante 205 km de Belo Horizonte, pelo prefeito Nilton Ferreira da Silva (PSDB), o pronto atendimento 24 horas Deusdeth Ferreira, do Hospital São Francisco, dotado de um centro de Imagem para exames de RX e Ultrassonografia.

O Hospital São Francisco, gerido pela Santa Casa de Misericórdia, é o único hospital de Corinto, e estava fechado desde 2007. Sua abertura somente foi possível graças ao pleno envolvimento da juíza Vanda Lúcia Horta Moreira (foto), titular da Vara do Trabalho de Curvelo, responsável pelo processamento e julgamento das reclamações de 41 trabalhadores do hospital, que tiveram seus contratos rescindidos por ocasião do fechamento.

Conciliação reabre hospital (imagem 2)

Pró-ativa e conhecedora da realidade das partes, bem como da importância social do hospital, a magistrada deu uma solução criativa e ousada para a demanda: Ciente de que a Santa Casa não recebia uma verba da Secretaria de Estado da Saúde porque não tinha como apresentar uma certidão negativa, oficiou a Receita Federal determinando que emitisse uma certidão positiva com efeito negativo, para liberação da verba. Por outro lado, conseguiu a participação do Município de Corinto no acordo mediante o pagamento de R$30.000,00 por mês. Com os créditos do Estado e do Município à disposição, Vanda liberou, paulatinamente, as verbas para as obras do hospital, tudo mediante prestação de contas, e vem promovendo a quitação dos débitos trabalhistas.

A atuação da juíza rendeu ao Tribunal Regional do Trabalho de Minas, na inauguração do hospital, que foi prestigiada pelo desembargador Emerson José Alves Lage (foto), homenagem pela celeridade e imparcialidade havidas na condução do caso. Vanda Lúcia Horta afirma que faz questão de conhecer a realidade de cada comarca onde atua, premissa para a gestão de integração social. Procuro fazer tudo para resolver os conflitos com justiça social , enfatiza.

A magistrada pratica a conciliação de forma natural e atribui a facilidade em promover acordos ao seu envolvimento com a sociedade. As portas do meu gabinete estão sempre abertas para as partes ou seus advogados. Até mesmo na rua, num mercado ou no salão de beleza, não deixo de atender ninguém. Com isso, as pessoas se sentem valorizadas, respeitadas , afirma a juíza.

E seu envolvimento não fica apenas no campo do conhecimento da realidade de cada comarca e da solução dos litígios. Ela promove ação social em prol dos menos favorecidos. Com o acordo aqui noticiado, além de resolver os litígios trabalhistas, restabelece o serviço de saúde aos corintenses. (Walter Sales)

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