Secretário-Geral do CNJ defende diálogo amplo com a sociedade

publicado 26/02/2013 08:25, modificado 26/02/2013 11:25

O secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça, Fábio César dos Santos de Oliveira, defendeu hoje, no Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ, em Brasília, um diálogo mais amplo com a sociedade. "Não se pode imaginar o judiciário, hoje, como uma instituição hermética", afirmou. Ele destacou, no entanto, a necessidade de se cuidar da relevância das informações. "Esse é um trabalho a que comunicação social precisa ficar atenta, em função da premência do tempo, pois muitas vezes alguns assuntos perdem importância, apenas porque não são divulgados no tempo adequado", afirmou.

Secretário-Geral do CNJ defende diálogo amplo com a sociedade (imagem 1)


O secretário defendeu também que a comunicação social dos tribunais não seja instrumentalizada. "A comunicação precisa ser afinada com a finalidade institucional do Judiciário e não com os interesses pessoais. Precisa atender o interesse público". Fabio Cesar abriu a segunda parte do encontro desta segunda-feira (25/2), na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF). No primeiro dia do encontro os trabalhos foram destinados apenas aos assessores de comunicação do Judiciário, para discutir as estratégias de divulgação das Metas do Poder Judiciário brasileiro, especialmente a que trata da improbidade administrativa.

O Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário reúne assessores de Comunicação Social de tribunais de todas as regiões do País. A jornalista Lucineide Pimentel, participa do Encontro representando a assessora de Comunicação Social do TRT da 3ª Região, Adriana Spinelli. O evento discute a estratégia de divulgação das metas do Judiciário e temas gerais da comunicação nos tribunais. O conselheiro Wellington participou da abertura do encontro juntamente com o secretário de Comunicação Social do CNJ, Marcone Gonçalves, do diretor de Gestão Estratégica do Conselho, Ivan Bonifácio, e dos responsáveis pela Comunicação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alexandre Machado, e do CJF, Roberta Bastos Cunha.

Acesso à informação e liberdade de imprensa são essenciais para exercício da cidadania

Como instrumentos essenciais ao fortalecimento da democracia, a Lei de Acesso à Informação e o instituto da liberdade de imprensa são pontos essenciais para nortear a política de comunicação dos tribunais de Justiça brasileiros e, por consequência, garantir o exercício da cidadania no País, avaliou o conselheiro Wellington Saraiva, em palestra proferida na abertura do Encontro. Saraiva destacou a importância dos profissionais de comunicação do Judiciário nesse sentido. "A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça de realizar este seminário é extremamente feliz e oportuna, em função da relevância do trabalho dos comunicadores para aproximar o Poder Judiciário da sociedade. Informações sobre os serviços prestados pela Justiça precisam ser levadas aos cidadãos, para o fortalecimento da cidadania e da democracia. Sem imprensa forte, sem participação ativa da cidadania no funcionamento do poder público, não teremos uma democracia de verdade", afirmou o conselheiro do CNJ.

O conselheiro Wellington Cabral, durante sua palestra, foi questionado pelos comunicadores presentes sobre a organização do Fórum Nacional do Judiciário e Liberdade de Imprensa, a ser instalado neste ano com base no que prevê a Resolução CNJ n. 163. Os participantes queriam saber por que não há a indicação de representantes das Assessorias de Comunicação dos tribunais para participar da nova instância de debates. O conselheiro não só compactuou com a preocupação como também anunciou que levará ao CNJ a proposta de incluir um representante dos profissionais entre os integrantes do fórum.

O conselheiro também incentivou os participantes a articularem a entrada de seus tribunais nas redes sociais, principalmente no Facebook e no Twitter. Segundo Saraiva, "elas são importantes ferramentas de democracia e cidadania, rápidas e eficientes na divulgação do trabalho do Poder Judiciário". O conselheiro atribuiu às redes papel relevante, ao lado da liberdade de imprensa e de expressão, para o desenvolvimento do Brasil e da sociedade brasileira.

O ingresso dos tribunais nas redes sociais, a padronização dos portais da Internet nos cinco tribunais regionais federais e as prioridades dos Tribunais Superiores do Trabalho e Eleitoral e da Rádio e TV Justiça encerraram o primeiro dia de exposições do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no auditório do Conselho da Justiça Federal.

O acesso às redes sociais foi tema da exposição de Taciana Giesel, do Tribunal Superior do Trabalho e do Secretário de Comunicação Social do TST, Alexandre Machado. Segundo Taciana, a organização que quiser ingressar nas mídias sociais, como o Facebook, precisa ter em mente que a presença dela na rede social não se dará apenas por meio da divulgação de conteúdos de forma unilateral. "É uma rede social. É preciso haver interação.", afirmou. "Não entre na rede social se você não tiver senso de humor, não estiver disposto a falar abertamente, não tiver tempo ou uma equipe para cuidar dessa mídia e, principalmente, se não tiver a aprovação de toda a organização", observou.

Segundo Taciana, o TST vem apresentando resultados expressivos nas mídias sociais. Em apenas três meses, o Tribunal passou de 19 mil para 60 mil fãs no Facebook. Ela contou que o objetivo inicial da comunicação do TST era divulgar as notícias da corte por meio da rede. Porém, a visão da ferramenta foi ampliada, e o departamento começou a desenvolver conteúdos personalizados e de interesse de trabalhadores específicos.

Para o secretário de Comunicação do TST, Alexandre Machado, apesar dos avanços, ainda existem barreiras a serem quebradas para que os tribunais possam utilizar plenamente as novas mídias. "Temos que batalhar por uma política de como entrar e encaminhar nossas mensagens por meio das redes sociais. Ao mesmo tempo, acho que temos que lidar com uma questão material. O próximo passo será uma briga por audiência em espaços cada vez menores. O problema, então, será descobrir quem é nossa audiência e o que ela quer", completou.

A coordenadora da Rádio e TV Justiça, Juliana Batista, destacou o enorme potencial de parcerias com outros tribunais para a geração de programas . Ela observou, porém, que os programas recebidos dos tribunais têm seguido o mesmo formato de jornal, debate ou entrevista e que a intenção é mudar para diversificar a programação. "Queremos investir na área cultural", afirmou.

O secretário de Comunicação Social do CNJ, Marcone Gonçalves dos Santos, ressaltou que os presidentes dos tribunais, durante o VI Encontro Nacional do Judiciário realizado em novembro de 2012, estabeleceram o aperfeiçoamento da comunicação como prioridade. Ele informou que o Conselho está estudando uma resolução para detalhar a política de comunicação a ser seguida pelo Judiciário. "Estamos consolidando o projeto estratégico de comunicação do Judiciário", afirmou. (Fonte:Agência CNJ de Notícias)

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