Banco Itaú celebra mais de 40 acordos no TRT-MG

publicado 13/12/2016 14:38, modificado 13/12/2016 16:38

Quase 200 audiências estão na pauta da Central de Conciliação de 2o grau do Tribunal Regional do Trabalho da 3a Região nesta semana. Nos últimos dois dias, somente o Itaú, a pedido do próprio banco, selou dezenas de compromissos na Justiça do Trabalho mineira. Devido ao grande número de acordos, a Superintendência de Litígios Trabalhistas da instituição bancária enviou a calculista Nayara Passos e a advogada Aline Antunes para acompanhar o trabalho dos escritórios credenciados a defender o banco em Belo Horizonte. "Viemos para mostrar a transparência dos valores calculados e dirimir dúvidas dos envolvidos. Em 2016, conseguimos aumentar em 30% o número de conciliações realizadas pelo banco", disse a advogada.

A iniciativa de tentar concentrar possíveis acordos de grandes empresas em poucos dias não é nova no TRT mineiro. "Nós temos feito um trabalho com grandes litigantes e com um índice elevadíssimo de sucesso. Os resultados têm sido muito promissores. Não é um tratamento privilegiado a uma instituição. Já fizemos este trabalho com diversas outras empresas dos mais diferentes setores de atuação", disse o 1o vice-presidente do TRT-MG, desembargador Ricardo Antônio Mohallem, presente a uma das audiências. O desembargador ainda ressaltou que a iniciativa é benéfica tanto para os envolvidos no litígio trabalhista quanto para o tribunal, que ganha em efetividade.

Os acordos são firmados sob supervisão do juiz Ricardo Marcelo Silva, titular da Central de Conciliações de 2o grau do tribunal. "A importância do acordo judicial é que ele fixa uma certeza definitiva na relação entre as partes. Por isso é fundamental que ele aconteça na presença do juiz", disse. O magistrado ainda explicou que a concentração de acordos de uma mesma empresa na mesma semana continuará a ser realizada com diversas corporações, já que os resultados têm sido positivos. "A conciliação é o meio natural de terminar com a demanda porque as partes é que escolhem esse caminho. Elas sabem mais que o próprio juiz sobre a justiça do acordo", disse.

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Foto: Madson Morais

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