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Justiça e Cidadania traz alunos da Newton Paiva para o TRT

publicado: 15/09/2026 às 22h23 | modificado: 15/09/2026 às 22h24

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Resumo em texto simplificado

Cerca de 40 alunos de Direito da Faculdade Newton Paiva participaram do Programa Justiça e Cidadania, no TRT, com visita à exposição Trabalho e Cidadania e acompanhamento de sessão de julgamento. A programação incluiu uma audiência simulada, conduzida pelo juiz Cleber Lúcio de Almeida, permitindo aos estudantes vivenciar na prática diferentes papéis do processo trabalhista. Alunos e professora destacaram a importância da experiência para aproximar a teoria estudada em sala de aula da prática jurídica.

Saiba mais sobre esta iniciativa

A edição desta terça-feira (15/9) do Programa Justiça e Cidadania, promovido pelo Centro de Memória, recebeu em torno de 40 alunos do curso de Direito da Faculdade Newton Paiva de Belo Horizonte.

Ao chegar à sede do Tribunal no início da tarde, os estudantes tiveram a oportunidade de assistir a parte da sessão da 5ª Turma. Logo após um intervalo para lanche, fizeram uma visita guiada à Exposição Trabalho e Cidadania, que está localizada no edifício sede do TRT, conduzida pelos estudantes de História Anna Luisa dos Santos Rocha e Evandro José Faria Júnior, estagiários do Centro de Memória.

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Visita dos estudantes da Newton Paiva à Exposição Trabalho e Cidadania

No percurso, foram abordadas as formas de relação com o trabalho das diferentes etnias que compuseram a população brasileira e as mudanças havidas nos direitos dos trabalhadores em diferentes épocas. Com pinturas, fotos e vídeo foram apresentadas as épocas da escravidão, da República Velha, do governo Vargas, da ditadura militar e o período pós-ditadura. Também foi apresentada uma reflexão de como se mantém uma disputa permanente na sociedade sobre como se estruturam esses direitos.

A atividade finalizou com uma audiência simulada conduzida pelo juiz Cleber Lúcio de Almeida, que é o titular da 21ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e diretor do foro da capital. O processo em pauta na simulação abordava situação de um trabalhador que havia sido transferido da atribuição de motorista de caminhão devido a adoecimento e consumo de estimulante, mas foi posteriormente convocado pela empresa para retomar a atribuição anterior e acabou se acidentando e sendo demitido por justa causa. Ao final, o mérito da sentença foi debatido junto com a turma.

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Audiência simulada

Apreciações sobre a atividade

Débora de Souza Lima, que é estudante do oitavo período, representou o papel de advogada da empresa. Para a acadêmica, foi muito interessante poder receber muitas dicas com o juiz sobre como lidar em uma situação dessas. Ela diz que quer exercer a advocacia e ficou muito satisfeita com a experiência de vivenciar esse tipo de prática.

Representando o trabalhador e autor da ação, quem atuou foi o estudante de primeiro período Vitor Adriane Albernaz. Ele, que é empresário, ficou muito satisfeito em poder assumir o papel de trabalhador. “Hoje eu tive a oportunidade de estar do lado de lá”, revelou. O estudante, que optou por iniciar seus estudos universitários depois de ter criado seus três filhos, sentiu a atividade como incentivo para a carreira. Ele também ficou satisfeito com a oportunidade de acompanhar a sessão de julgamento, e elogiou a visita guiada à exposição: “é uma história viva e rica que está aqui a nossa disposição, muito importante, fiquei muito feliz com essa oportunidade”.

A professora da turma, Tacianny Mayara Machado Torchia, diz acreditar muito na vivência proporcionada pelo Programa Justiça e Cidadania. Para ela, estar dentro de um tribunal, podendo assistir a uma sessão, ver como o Direito funciona na prática e posteriormente assistir a uma audiência com a presença do juiz é algo muito rico para a formação jurídica. Enquanto na sala de aula é ministrada a teoria e os conceitos, essa possibilidade de aliar a teoria à prática é o que proporciona uma formação sólida. Ela relatou que a participação nessas atividades faz com que muitos alunos que tinham encantamento maior por Direito Penal passem a desenvolver um afeto pelo Direito do Trabalho, e às vezes até passem a optar por esse ramo.

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