Reta final: exposição "Retrato Escravo" cumpre papel social junto a estudantes mineiros
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Resumo em texto simplificado
Os desembargadores do TRT-MG Paula Cantelli, Luiz Renault e Emerson José Alves Lage receberam alunos da Escola Estadual Professor Leon Renault para uma visita guiada à exposição "Retrato Escravo" e à Biblioteca do Tribunal, no hall da Escola Judicial em Belo Horizonte. Durante a visita, os magistrados explicaram aos alunos sobre a Justiça do Trabalho, a importância da cultura do trabalho decente e alertaram sobre as novas formas de escravidão modernas, especialmente relacionadas à precarização do trabalho e ao uso de novas tecnologias.
Saiba mais sobre esta iniciativaOs desembargadores do TRT-MG, Paula Cantelli, Luiz Renault e Emerson José Alves Lage, receberam, na manhã desta quinta-feira (28/8), alunos da Escola Estadual Professor Leon Renault, acompanhados pelas professoras Eraia Gonçalves Estrella e Dalva Elói de Araújo Ferreira, para uma visita guiada à exposição "Retrato Escravo", em cartaz desde maio, no hall da Escola Judicial (Rua Guaicurus,203), no centro da capital e também à Biblioteca do Regional que fica no mesmo espaço.
Logo que chegaram eles receberam as boas-vindas dos magistrados, que explicaram aos alunos os fundamentos da Justiça do Trabalho, sobre o papel e a rotina dos Tribunais trabalhistas e sobre a importância dos programas desenvolvidos pelo judiciário trabalhista no sentido de promover a cultura do trabalho decente. Os desembargadores alertaram sobre as novas formas de escravização no mundo moderno, onde relações de trabalho são precarizadas ou mesmo amparadas por novas tecnologias.
Os estudantes foram convidados a assistir ao documentário "Nos passos do Zé", que mostra o caso do trabalhador rural escravizado José Pereira, que tornou-se um marco emblemático na luta contra o trabalho escravo no Brasil. Em seguida foram conduzidos à mostra, que reúne 47 fotos de autoria dos fotógrafos João Roberto Ripper e Sérgio Carvalho. A exposição no espaço da Escola Judicial, foi uma iniciativa do Centro de Memória e Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região - Escola Judicial - em parceria com o Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e Proteção do Trabalho ao Migrante.
A estudante do 9º ano, Raíssa Alves, mostrou-se bastante impactada após as atividades. "Muitas vezes a gente não reconhece as novas formas de exploração do trabalhador e hoje aprendemos como é importante denunciar os abusos", destacou.
Para o diretor da Escola Judicial, desembargador Emerson José Alves Lage, a Escola é o espaço do Tribunal que serve à capacitação, divulgação e conscientização da sociedade para causas como esta - a do combate ao trabalho análogo à escravidão. "A Escola é um espaço para a formação de uma consciência cidadã e estaremos sempre abertos aos Programas desenvolvidos no Tribunal", ressaltou.
A gestora regional do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e Proteção do Trabalho ao Migrante, desembargadora Paula Cantelli, também considera as atividades culturais do Regional uma excelente oportunidade de formar multiplicadores para causas como o trabalho decente. "A exposição recebeu cerca de mil visitantes e se mostrou importante na divulgação do propósito deste Programa, que é o de combater o trabalho escravo e o tráfico de pessoas", afirmou.
Já o desembargador Luiz Renault, filho do professor Leon Renault, que deu nome à escola convidada para esta atividade, destacou o importante papel da educação na formação de cidadãos com uma nova visão de mundo. "Quem estuda, a vida muda", brincou o magistrado. "Este evento é um investimento no ensino e este também é o papel da nossa Justiça do Trabalho - formar cidadãos conscientes e ávidos de justiça social", concluiu.
Maria Aparecida Carvalhais, gestora do Centro de Memória, também comemorou o sucesso da exposição e a oportunidade de impactar tantos jovens com mensagem tão significativa. A exposição fica em cartaz na Escola Judicial do TRT-MG até esta sexta-feira (29/8), de 10 às 17h. A entrada é gratuita.