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TRT-MG reafirma a importância da preservação da memória da Justiça do Trabalho

publicado 03/05/2021 17:11, modificado 04/05/2021 04:24

A Justiça do Trabalho brasileira completou, em 1º de maio, 80 anos, e o TRT-MG marcará a importância da data com uma série de eventos que ressaltam a importância de se preservar a memória institucional.  Entre os eventos está o lançamento da visita virtual à Exposição Trabalho & Cidadania, durante a qual o visitante poderá navegar e ter acesso aos vídeos, textos escritos e imagens em alta resolução. A visita contará com audioguia e tradução em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

“A memória da Justiça do Trabalho se confunde com a evolução das relações trabalhistas e do direito do trabalho no Brasil. Preservá-la é preservar a nossa própria história como sociedade”, afirma a desembargadora Camilla Guimarães Pereira Zeidler, 2ª vice-presidente do TRT-MG e diretora da Escola Judicial da Instituição. Para ela, essa preservação fortalece o Judiciário como um todo, pois mostra que, ao longo do tempo, toda vez que a lei, em sua impessoalidade, não foi capaz de dirimir um caso concreto, o cidadão pôde contar com um Poder Judiciário forte e independente.   

A desembargadora conta que as ações de preservação da Memória Institucional na 3ª Região remontam ao ano de 1997, com a criação do Centro de Memória e a inauguração de um espaço para exposições de longa duração, no saguão do edifício-sede do TRT, que, atualmente, abriga a Exposição Trabalho & Cidadania. Poucos anos depois, em 2001, foi instituído o Programa de Gestão Documental e instalada a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos – CPAD.

“Desde então, ações conjuntas propostas pelo Centro de Memória/Escola Judicial, pela Seção de Arquivo/SEDOC, pelo Programa de Gestão Documental e pela CPAD implementam projetos voltados para o registro da Memória da Justiça do Trabalho e para a preservação e disponibilização de seu acervo permanente, em constante diálogo com atividades de cunho educativo e de incentivo à pesquisa”, acrescenta.

Sobre o futuro da Justiça do Trabalho, a desembargadora não duvida da longevidade da desse ramo do Judiciário. Segundo ela, a Justiça do Trabalho vem se adaptando a todas as mudanças que se apresentaram durante os últimos 80 anos e sempre vai se adaptar. “Sua função primordial, a de equilibrar as forças entre o capital e o trabalho, é essencial para a manutenção da paz social. Por isso, a Justiça do Trabalho nunca vai deixar de existir, como sempre apregoaram alguns incautos”, diz. 

Ela lembra que muitos já previram o fim da Justiça do Trabalho, o que, como está claro, nunca se efetivou. “Às vezes, as pessoas pensam nas tecnologias atuais como sendo uma coisa de outro mundo, mas, desde os teares e das linhas de montagens da Ford, as relações trabalhistas vêm passando por mudanças tecnológicas importantes. Não há como interromper essa modernização e ela não é necessariamente ruim, mas talvez tornem a Justiça do Trabalho ainda mais necessária. Pelo menos é isso que tem acontecido, a cada mudança nas relações de trabalho, mais o Judiciário Trabalhista cresce em importância”.

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