Advogada quer a classe melhor preparada para a conciliação

publicado 03/12/2008 15:59, modificado 03/12/2008 17:59
Vice-presidente administrativo do TRT participa de audiência de conciliação em Sete Lagoas (imagem 1)

Em mais uma atividade realizada durante a IV Semana da Conciliação do TRT da 3ª Região, a advogada Suzana Maria Paletta Guedes Moraes chamou a atenção dos presentes às palestras realizadas, ontem a noite em Juiz de Fora, para a necessidade de um preparo melhor dos advogados para atuarem na conciliação. Segundo ela, é preciso um diálogo maior dos advogados com os clientes, que favoreça o entendimento das partes sobre a atuação da Justiça e das partes como sujeitos da conciliação.

O evento de Juiz de Fora, atividade prevista na programação da IV Semana da Conciliação, foi aberto pelo desembargador José Miguel de Campos, presidente da Turma Recursal de Juiz de Fora que, ao abordar o tema Conciliação no Processo do Trabalho , buscou estabelecer a relação entre a celeridade e a conciliação, fundamentos históricos do acordo. Em sua palestra, ele citou a ministra Ellen Gracie, uma das idealizadoras do movimento quando presidente do Supremo Tribunal Federal. Para ela, a conciliação somada aos novos instrumentos jurídicos que o Congresso Nacional aprovou (Súmula Vinculante, Repercussão Geral e informatização do processo) inaugura um novo tempo para o Judiciário brasileiro. Um tempo de maior agilidade e efetividade, de diálogo e contato com o cidadão comum, de conscientização mútua do papel das partes na busca da cultura da paz .

Advogada quer a classe melhor preparada para a conciliação (imagem 2)
Desembargadores Heriberto de Castro, José Miguel de Campos e Marcelo Lamego Pertence

Já a juíza Adriana Goulart de Sena, titular da 35ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e coordenadora da IV Semana da Conciliação do TRT da 3ª Região, justificou sua presença na cidade como uma marca pela interiorização da proposta de conciliação. Em sua exposição, ela abordou a conciliação como a principal ferramenta para a resolução pacificada do conflito. O juiz do Trabalho deve ter em vista os "novos escopos processuais": capacitação (empoderamento) e a validação para que a solução do conflito seja para "além" daquele processo, daquela ação , ressaltou a magistrada.

Advogada quer a classe melhor preparada para a conciliação (imagem 3)
Juíza Adriana Goulart de Sena

O juiz do Trabalho aposentado, José Carlos Lima Mota, que atuou como debatedor, analisou as causas da sobrecarga de processos que tramitam hoje em todo o Judiciário, e, a conseqüente demora na solução dos litígios.

Prestigiaram a atividade, os desembargadores Heriberto de Castro e Marcelo Lamego Pertence, as juízas Martha Halfed Furtado de Mendonça Schmidt, Maria Rachel Ferraz Zagari Valentim e Vander Zambeli Vale, titulares da 3ª, 5ª e 2ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora, respectivamente. E, ainda, Wagner Parrot, presidente da 4ª Subseção da OAB/MG, advogados, professores e estudantes de Direito, além de servidores da Justiça do Trabalho do município.

Advogada quer a classe melhor preparada para a conciliação (imagem 4)
Advogada Suzana Maria Paletta Guedes Moraes (fotos: Cassiano Nóbrega/ACS)

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